Benzedores, curadores e picaretas

Ao ser procurado por um fazendeiro que reclamava do excesso de cobras em sua fazenda, Chico Xavier aconselhou-o a procurar um benzedor sério. Questionado por curiosos sobre a validade do trabalho do benzedor, Chico ensinou: “o benzedor, com suas orações, chama os elementais (espíritos da natureza), que encaminham as cobras para outros lugares”. Há mais coisas entre o Céu e a Terra do que pode imaginar nossa vã filosofia”, ensinou o poeta e escritor inglês William Shakespeare.

A verdade é que benzedores e curadores ainda existem pelo interior do Brasil, e se suas orações não fizessem efeito, não seriam procurados. Não obstante, não agem sozinhos. Serão sempre auxiliados pelos gênios do bem, se atuarem com amor, ou pelos gênios do mal, se desejarem o mal ou se o fizerem por interesses financeiros. Deus não é banqueiro. Deus é amor e sempre estará presente por meio dos seus emissários onde existir amor.

À medida que o benzedor pratica suas orações com amor, desata as próprias energias que se misturarão às energias dos benfeitores celestiais. Então, sentirá o efeito de calor, frio ou fervilhamento, inicialmente nas mãos, depois nos braços e, finalmente, por todo o corpo, irradiando luz para lugares e pacientes.

Erram muito os beneficiados quando recompensam materialmente esses benfeitores que, se aceitarem, perderão a assistência dos mensageiros de bem. A recompensa do benfeitor deve vir única e exclusivamente de Deus, conforme estabelecido pelo profeta Joel: “dai de graça o que de graça recebestes”, e pelo próprio Jesus, em Mateus 10:8: “Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios; de graça recebestes, de graça dai”.

Alguns curadores já nascem com esse dom, mas qualquer um que praticar a caridade no dia a dia e desenvolver o hábito da oração, também poderá desenvolver o dom da cura. Comece em casa com filhos e netos. Depois, expanda para os demais, de preferência numa instituição benemérita.

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