Bares, guias turísticos e cartões-postais comemoram ganhos da Copa

20140714215446969251oSe a Copa do Mundo deixa incertezas quanto ao legado para o país, pelo menos para o Distrito Federal os sete jogos disputados no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha trouxeram mais ganhos do que perdas. Além de geração de renda, o Mundial entregou à cidade um presente inestimável: opção de turismo cultural para os estrangeiros. Cerca de 100 mil turistas, de 84 nacionalidades, estiveram na capital nos últimos 30 dias. E não foram os únicos. Brasileiros de 26 unidades da Federação descobriram que a capital federal não se limita a política e a serviço público. O que se viu foi uma festa nas ruas, que reativou a Torre de TV como cartão-postal e fez dela o ponto turístico mais visitado, com média diária de 6 mil visitantes.

Embora alguns setores tenham confirmado a expectativa pessimista — reflexo da experiência com a Copa das Confederações —, o cenário geral se mostrou bastante positivo. Bares, shoppings, lojas de material esportivo e de televisões foram os que mais lucraram com o evento. Outros permaneceram estáveis, como os hotéis, que registraram ocupação de 65%. O índice segue o esperado para o período, em comparação aos anos anteriores, em que a cidade não sediou grandes eventos. “Se não tivéssemos Copa do Mundo, a ocupação teria sido a mesma. O diferencial foi o fato de Brasília deixar de ser uma obrigação e se tornou um destino a ser visitado”, explicou o presidente da Associação Brasileira de Indústria de Hotéis de Brasília (ABIH-DF), Rogério Tonatto.

Ainda assim, houve quem se beneficiasse com o movimento diferenciado. Uma rede de hotéis, por exemplo, viu a taxa de ocupação saltar de 60% para 70%. “Foi um pouco superior ao que temos normalmente e, claro, isso é sempre positivo”, disse a gerente comercial do grupo, Salete Soares.

Outras entidades ligadas à atividade turística também fazem uma boa avaliação dos resultados. Os guias de turismo dobraram o rendimento com a chegada dos visitantes, de acordo com a presidente do Sindicado dos Guias de Turismo do DF, Maria José Carvalho. “A impressão que fica é a melhor possível. Em comparação a 30 dias normais, o último mês deu a oportunidade para os prestadores de serviço aumentarem o faturamento em 100%”, calcula. A entidade representa cerca de 400 profissionais, que, em serviço, ouviram elogios quanto à qualidade de vida, à organização e à acolhida do brasiliense.

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