Banca de jornal se reinventa e vira ponto de encontro em Brasília

Foto: Gustavo Goes
Foto: Gustavo Goes

Com ajuda de jornalistas, Conceição de Freitas busca alternativas para que sua banca de jornais vire um ponto de encontro

Alcançada por um dos últimos passaralhos (quando jornalistas são demitidos em massa nas redações dos veículos de comunicação) no Correio Braziliense, a agora dona de banca de jornal Conceição Freitas, 57 anos, não teme desafios. E atesta: os jornaleiros precisam se reinventar.

Há quatro meses dirigindo a banca de revistas da 308 Sul, quadra modelo de Brasília, a jornalista e ex-cronista do principal diário da capital da República quer transformar o local em ponto de encontro de brasilienses e turistas. Para isso, vai promover pelo menos dois eventos mensais no local. O primeiro será no sábado (16): um encontro de jornalistas, das 16h às 19h, que terá a ilustre presença do saxofonista João Filho.

O quiosque compõe um cenário harmonioso, com o traço urbanístico de Lúcio Costa e o paisagismo de Burle Marx, diferente dos “puxadinhos” da região. O local não é só um ponto de entrada e saída de impressos. Sua localização privilegiada, de frente para a via de acesso aos blocos da quadra, acaba tornando o espaço uma guarita de parada obrigatória. “Fazemos até uma espécie de delivery. Os clientes assíduos param o carro aqui na frente e já entregamos o jornal de sua preferência pela janela do automóvel”, brinca.

Mesmo menor que as outras quadras, a 308 Sul abriga um Jardim de Infância, uma Escola Classe e uma Escola Parque. A Igrejinha e a Praça dos Cogumelos também harmonizam com o paisagismo de Burle Marx. Os monumentos e o mapa da região estão retratados na obra da artista plástica Gabriela Bilá, estampada na parede lateral da banca.

Alternativas

Ideias não faltam. Porém, é preciso colocar em prática para que o empreendimento, com apenas quatro meses, dê certo. A única certeza de Conceição é que nenhuma banca sobrevive apenas de revistas e jornais. Os mais de 70 títulos de livros diferentes, entre guias turísticos e obras de exaltação à capital são os produtos que mais vendem no local. “Hoje, uma banca de jornais precisa ser conveniência, livraria, loja de roupas e tudo que estiver ao nosso alcance. Quero transformar este local em um ponto de encontro cultural da cidade”, sonha Conceição.

Foto: Gustavo Goes
Foto: Gustavo Goes

Como a maioria dos produtos tem como temática a capital federal, o principal consumidor deles são os turistas. Camisas, livros de autores candangos, poemas e obras de arte são adquiridos e apreciados por esses clientes, geralmente admiradores e estudantes de arquitetura.

Para 2016, a jornalista planeja, com a fotógrafa Zuleika de Souza, a criação de cartões postais novos de Brasília. Porém ainda não sabe como o projeto será financiado, se por meio de crowdfunding ou pela tradicional “vaquinha”. Embora inovador, o empreendimento ainda engatinha e sua forma de locomoção é justamente a ajuda de amigos e a promoção de eventos.

“Brincamos que aqui é o Coletivo Banca. Como diz o ditado: quem tem amigo, não morre pagão”. E, aproveitando essa integração, a amazonense quer também criar um sebinho na banca de jornal, para que diversas obras importantes da capital e que estão esgotadas nas livrarias possam se tornar acessíveis.

Ponto turístico

A banca de revistas vai virar roteiro turístico em 2016. O “Experimente Brasília”, que promove passeios e experiência pela capital, vai incluir o quiosque em seu trajeto. Os diretores da Escola Parque 308 Sul vão levar as crianças para visitar o local, onde serão acolhidas com histórias da capital federal.

 


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