Autoescolas têm mais seis meses para adquirir simuladores de trânsito

Segundo o Detran, as empresas que fornecem o equipamento não conseguiram suprir a demanda no País. O novo limite é 17 de junho
 
Modelo de simulador de uma autoescola de Brasília. Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília
Modelo de simulador de uma autoescola de Brasília. Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília

O prazo para a obrigatoriedade de simuladores em autoescolas credenciadas nos órgãos de trânsito foi estendido em 180 dias por meio da Resolução nº 571, de 16 de dezembro de 2015, do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Segundo o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF), as fornecedoras do equipamento não tinham quantidade suficiente para suprir a demanda nacional. O limite anterior à resolução era 1º de janeiro.

Seis empresas vendem o material no Brasil a custo médio de R$ 50 mil. No DF, serão necessários 102 aparelhos para as 180 autoescolas cadastradas. Algumas pretendem compartilhar o equipamento, como afirma o diretor de Controle de Veículos e Condutores, do Detran, Uelson Praseres: “Será uma parceria entre as escolas, onde os alunos deverão dividir os simuladores”.

Cada candidato a motorista deverá se exercitar durante 50 minutos. Para o Detran, é uma forma de acompanhar o desempenho do aluno e, por meio de simulações, prepará-lo para ocorrências inesperadas, como situações de chuva, aquaplanagem e riscos em rodovias.

Chip
Outra resolução do Denatran (nº 537, de 17 de junho de 2015) exigiu que os órgãos de trânsito adotassem o Sistema Nacional de Identificação Automática de Veículos em 1º de janeiro. O sistema é um chip de identificação eletrônica que monitora a posição e a condição do veículo por satélite.

Em Brasília, o aparelho não será obrigatório porque os pardais — fiscalizações eletrônicas — são capazes de averiguar os dados do automóvel a 2 quilômetros de distância. Percebe-se até mesmo se o veículo é clonado ou roubado.

Uelson Praseres esclarece que o sistema de pardal em Brasília é no modelo de Reconhecimento Ótico de Caracteres (OCR, sigla em inglês), que cumpre as mesmas funções do chip eletrônico para identificar o veículo — mas ainda não tem esse uso liberado na capital.


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