Assessor de Bia Kicis é apontado como promotor do ato que agrediu fotojornalistas

O fotojornalista Dida Sampaio foi derrubado da escada onde estava trabalhando. Foto: Reprodução

A manifestação de bolsonaristas, no último dia 3, que resultou na agressão aos fotojornalistas Orlando Brito e Dida Sampaio, duas referências nacionais da profissão, foi mobilizada por assessores e auxiliares de parlamentares, dentre eles, a deputada Bia Kicis (PSL) do Distrito Federal. A informação é do jornal Folha de São Paulo.

Segundo a reportagem de Renato Machado e Fabio Fabrini, o chamado “Acampamento dos 300” – iniciativa ilegal já que existe decreto proibindo acampamentos na Esplanada dos Ministérios – teve entre seus organizadores Evandro de Araújo Paula, lotado na condição de secretário parlamentar no gabinete da parlamentar, desde 22/02/2019, com remuneração bruta de R$ 5.271,20. Em 2018 ele foi candidato pelo PRP, mesmo partido pelo qual foi eleita a deputada Bia Kicis. À Justiça Eleitoral informou à época possuir ensino médio e ser estudante, bolsista, estagiário. Obteve 676 votos. Em janeiro desse ano, ele ganhou espaço na mídia por portar uma camiseta com o rosto da vereador Marielle Franco, Psol-RJ, assassinada no Rio de Janeiro, com a expressão “Marielle Vive – Enchendo o saco”, abaixo.

Não deixa de ser curioso uma parlamentar, em cujo currículo está a atividade de Procuradora do Distrito Federal, ter em sua equipe quem patrocine ato político considerado ilegal, por conspirar contra o regime democrático, e ainda por cima resultar em agressões a trabalhadores da imprensa. Mais ainda surpreendente é o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, não ter tomado até agora qualquer iniciativa de sanção administrativa em relação a um servidor comissionado da Câmara que atenta contra o próprio Legislativo.

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