Assédio moral no Consulado do Brasil na Austrália

“Velha escrota”, “veadagem”, “negão”, “chinês filho da puta”, “australiano racista”. Os impropérios não fazem parte do vocabulário de nenhum novo grupo neonazista, mas são a rotina dos funcionários do Consulado-Geral do Brasil em Sydney há pelo menos dois anos. Humilhações, intimidações, ataques e gritarias já provocaram a saída de oito contratados locais e a remoção de outros cinco servidores do quadro de carreira, que pediram transferência antes de encerrado o prazo máximo de permanência no posto. É a segunda vez que o embaixador Américo Fontenelle é acusado de assédio moral. O Itamaraty instaurou uma investigação, mas os servidores temem que o caso seja novamente arquivado.

Terra teve acesso às denúncias de três funcionários e conversou com outros servidores, que preferem não se identificar. Além de Fontenelle, os trabalhadores acusam o cônsul-geral adjunto, César Cidade, de assédio moral. Motoristas, secretárias, assistentes dos setores de vistos e passaportes e oficiais de chancelaria seriam vítimas de temperamentos agressivos e abusos de poder.
Dependendo do resultado da investigação, o cônsul-geral pode ser expulso do Ministério das Relações Exteriores, mas isso nunca aconteceu na história do Itamaraty em função de acusações de assédio moral.
Fonte: Portal Terra
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