Assange: EUA anexaram todo o mundo com a espionagem global

Os meios de comunicação que se centram na reunificação da Crimeia com a Rússia estão ignorando o fato de que os EUA anexaram o mundo inteiro através da espionagem mundial, afirma o fundador do WikiLeaks, Julian Assange.

“Até certo ponto isso é uma questão de soberania nacional. Todas as notícias se reduzem à união da Crimeia com a Rússia, mas a realidade é que a aliança de inteligência Cinco Olhos, principalmente os EUA, anexou todo o mundo através da anexação dos sistemas informáticos e tecnologias da comunicação que utilizam para dirigir o mundo moderno”, declarou Assange na conferência WHD.global, em uma intervenção desde a Embaixada do Equador em Londres.

 

De acordo com o fundador do WikiLeaks, as revelações filtradas por Edward Snowden sobre a espionagem da NSA e dos serviços secretos britâncios provocaram uma nova onda de resistência contra o controle dos EUA, mudando as forças geopolíticas na Europa.

“Um dos modos de monstrar sua liderança é mostrar que ninguém te controla. Aqui temos o exemplo de Angela Merkel e da sociedade alemã em geral, que se esforça lentamente em demonstrar algum tipo de independência em relação aos EUA”, elogiou Assange às moderadas ações do governo alemão.

Assange reiterou, ao mesmo tempo, que, enquanto não se criam redes informáticas nacionais, a influência de Washington sobre os outros países do mundo continuará.

Entre as medidas necessárias para assegurar os interesses nacionais de cada país ante a ameaça da espionagem mundial dos EUA, o ciberativista australiano indicou a importância da criptografia e da elaboração de nova legislação sobre a segurança da informação.

Anteriormente, falando através do Skype em uma conferência internacional no Texas, Assange advertiu que a NSA logo será capaz de controlar o mundo inteiro, já que, a cada um ano e meio, sua capacidade de espionagem e de controle se duplica. Na oportunidade, o fundador do WikiLeaks qualificou o equilíbrio do poder atual de “distopia totalitária”, acentuando que “a vigilância é total, pelo que ninguém existe fora do Estado”.

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