As flores da discórdia

A administração do Park Way pretende transformar o Viveiro Comunitário, criado há 3 anos pelos moradores e que é uma iniciativa da comunidade, numa “unidade orgânica da Regional”. Para tanto, elaborou o “Regimento – Viveiro Comunitário do Park Way”. O documento, na visão de muitos moradores, institui um confisco ilegal de bens da comunidade. Nos perfis oficiais nas redes sociais, o viveiro já é apresentado como sendo da Administração.

Desde setembro do ano passado, quando a regional passou a ser “domínio” do distrital Sargento Hermeto (MDB), surgiram os conflitos com a comunidade. O governador Ibaneis Rocha chegou a nomear uma presidente de associação de ocupantes de área pública do Recanto das Emas para a Diretoria de Fiscalização, e o presidente da Associação dos Moradores da Vila Cahuy, outra área de ocupação irregular para a chefia de gabinete. Diante das pressões, as duas nomeações foram revogadas.

Conscientização – Em 2017, dentro de um movimento de reflorestamento do Park Way, afetado pelas obras do BRT-Sul, a comunidade decidiu criar um viveiro para produzir suas próprias mudas. Desde então, cerca de R$ 30 mil foram aportados em dinheiro ou em material, como equipamentos de irrigação, implementos agrícolas, ferramentas e pagamento de energia elétrica.

Além de doações e coletas, festas e cursos são constantemente organizados para a captação de recursos. Os moradores dedicam tempo e expertise para desenvolver o que é hoje considerado uma das mais bem sucedidas iniciativas de viveiro comunitário do Distrito Federal.

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