Arte popular invade feiras do DF

Buginganga Cultural leva inovação e criatividade para cinco cidades

 

O projeto Buginganga Cultural, que promove o intercâmbio de ideias em um cenário comum, as feiras, e idealizado pela banda brasiliense Talo de Mamona, apresentará, nos meses de maio e junho, espetáculos de música, poesia e arte circense nas feiras de cinco cidades do Distrito Federal. Patrocinado pelo Fundo de Apoio à Cultura (FAC/SeCult), o coletivo de artistas iniciará o circuito de atividades no Dia do Trabalhador (1 de maio), com expressões artísticas autorais de talentos locais.

Ao todo serão cinco apresentações, nas feiras do Gama (1 de maio), Núcleo Bandeirante (11 de maio), Cruzeiro (17 de maio), Guará (25 de maio) e Ceilândia (1 de junho). Em cada apresentação, a Buginganga vai dar início às performances com o cortejo da Carroça Elétrica – intervenção urbana e política que tem por objetivo unir a multiplicidade de público à carga poética dos blocos de carnaval de rua, com marchinhas compostas por poetas brasilienses e tradicionais marchinhas brasileiras.

Anfitriã – A banda Talo de Mamona, composto por Julia Carvalho (voz), Juliano da Rede (voz e percussão), Tiago Moisés (voz e percussão), Tiago Ferreira (voz e guitarra), Hudson Bonfim (voz e baixo) e Tadeu Ramos (bateria), vem desde 2012 conquistando o público do DF com músicas autorais.

A anfitriã conduzirá todas as exibições da Buginganga em parcerias com artistas convidados em um ato criativo que chama a atenção para temas como direitos dos animais, liberdade de expressão, inclusão social, sustentabilidade, além de campanhas permanentes contra a homofobia e contra o agronegócio, como destaca o músico Tiago Ferreira.

“Nossa música trata de questões atuais. Nossa arte é um espelho do momento. Além disso, queremos fomentar a discussão de assuntos que vão desde a condição de trabalho dos carroceiros e exposição dos animais a maus tratos, até a reflexão quanto à situação do movimento cultural em Brasília, que atualmente sofre com o limite de som. Essa limitação marginaliza a noite, impede os movimentos livres e desorganiza a iniciativa cultural popular.”

Intervenção – A Buginganga Cultural não tem público-alvo. Ao contrário, anseia em ser o alvo do público. O projeto vai levar às feiras da cidade grandes nomes da arte local, como o Mestre Zé do Pife e as Juvelinas, Quarteto Capivara (Chorinho), os poetas Allen dos Ventos e Marina Mara, Paraibola, a Palhaça Carroça e outras supresas.

“Queremos ser o alvo do público. Se o público puder nos ouvir será estabelecido o diálogo, a comunicação. Queremos o escambo. Ouvidos por uma garganta”, afirma Juliano da Rede. A primeira edição do projeto caminha para espalhar cultura, diversidade e acesso.

“As feiras das cidades-satélites reúnem uma galera que tem outra forma de ver a arte. Um olhar, por sinal, muito sincero, que dispensa a visão acadêmica. Essas figuras reconhecem na arte popular aquilo que vivem no cotidiano”, destaca Tiago Mória.

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