Arruda, o retorno?

ARRUDA2Arruda:  alívio, não. Recomeço

Mais do que alívio, por escapar da condenação da acusação de dispensa indevida de licitação para a reforma do ginásio Nilson Nelson, em 2008, o ex-governador José Roberto Arruda (PR) recebeu o voto decisivo do desembargador João Batista Teixeira, do TJDFT, como o possível recomeço de sua trajetória.

 

Como uma Fênix

Seria mais um ressurgimento das cinzas, como uma verdadeira Fênix da política brasiliense. A primeira vez que ele conseguiu essa proeza foi em 2002, ao se eleger o deputado federal mais votado, proporcionalmente, da história de Brasília, depois de renunciar ao mandato de senador, dois anos antes, sob a acusação de violar o painel do Senado na votação que resultou na cassação do então senador Luiz Estevão.

 

Governador preso e isolado

Arruda foi eleito governador em 2006 e acabou afastado em fevereiro de 2010 em meio ao escândalo conhecido como Caixa de Pandora. Ficou preso por 61 dias e era tido, pelos adversários, como “morto”. Isolou-se, mudou-se para São Paulo e, aos poucos, tem retomado seus contatos.

 

Pronto para a guerra

A aliados, garante estar pronto para a batalha em 2014. E “sem Plano B”. Isto significa que sua disposição é de voltar a disputar o Palácio do Buriti, mesmo sabendo que será alvo de ataques violentos, diante das imagens dele e de parlamentares que o apoiavam recebendo dinheiro do delator do chamado Mensalão do DEM, Durval Barbosa.

 

         Sem Plano B

Ao ser informado do voto do desembargador João Batista Teixeira, do TJDFT, inocentando-o, Arruda rechaçou ao primeiro interlocutor, que o questionou sobre seus planos para 2014. “Não tem Plano B. Meu objetivo é um só: voltar a governar o DF, para concluir tudo o que me impedira de fazer”, disse ele, já ensaiando o discurso de que, como em outras oportunidades, teria sido vítima de armações de adversários.

 

         Resta um

Mas, o certo é que Arruda ainda tem uma longa guerra judicial pela frente. E a primeira batalha é se livrar do processo no qual é réu juntamente com a deputada federal Jaqueline Roriz (PMN), de ter dado dinheiro para a campanha da parlamentar. E seus argumentos parecem irrefutáveis: como seria ele o responsável pelos recursos, se, à época (2006), o governador era o pai de Jaqueline, Joaquim Roriz (PRTB) que sentava na cadeira mais importante do Palácio do Buriti, e ela apoiava a então governadora, Maria de Lourdes Abadia (PSDB), que disputava a eleição contra Arruda.

As cartas estão postas. Façam suas apostas.

3 Responses

  1. Se o Arruda se candidata a governado meu voto e dele, pois bem ele pode te roubado mas fez muitascoisas que governo nenhum vez, abraços ficam com DEUS.

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