Após apoio, PSDB estuda ‘saída honrosa’ para Cunha

LM-Cunha-SalaoVerde-20151001-8O PSDB parece ter percebido, embora tardiamente, o absurdo em seu ato de apoiar o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), denunciado por corrupção no Supremo Tribunal Federal e investigado na Suíça por manter contas secretas, por onde teria recebido propina de cerca de US$ 5 milhões pelo esquema da Petrobras.

Um dia depois de o líder do PSDB na Câmara, deputado Carlos Sampaio (SP), ter dito que Cunha “merece o benefício da dúvida”, o partido mandou avisar o peemedebista que, caso contas bancárias na Suíça sejam confirmadas, sua permanência na presidência da Casa ficará “insustentável”. O próprio Sampaio foi ao gabinete de Cunha avisá-lo que os tucanos não devem mais ficar ao seu lado.

A bancada do partido se reuniu nesta tarde para discutir o caso. “Se o MP confirmar (as contas de Cunha na Suíça), a situação de Cunha ficaria insustentável”, avalia o deputado Vanderlei Macris (SP). Outro cacique tucano que caiu matando em cima do deputado foi o vice-presidente do partido, Alberto Goldman, para quem Cunha já é “carne morta”.

Sem o PSDB, que resistia a deixar o barco de Cunha por ver nele o principal personagem capaz de colocar em prática o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff – é ele quem avalia os pedidos que chegam na Câmara –, o parlamentar se verá sozinho e perderá o comando da Casa, enfraquecendo ainda mais a tentativa de golpe da oposição.

Agora, os tucanos discutem uma “saída honrosa” para Eduardo Cunha. Ou seja: a renúncia, para que não perca o mandato e assim não perca o direito de ser julgado com foro privilegiado. Caso se prove que Cunha mentiu em depoimento à CPI da Petrobras, ele poderá ser cassado por quebra de decoro parlamentar.

Outra hipótese para que ele perca seu mandato é não ter declarado as contas na Suíça. Segundo a Procuradoria daquele país, Cunha foi avisado de que teria seus bens bloqueados, o que descarta a hipótese de que ele desconhecia as denúncias.


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