Alunos da Escola de Música de Brasília colecionam prêmios e reconhecimento internacional

Filho de mãe saxofonista e pai violinista, todos achavam que era uma questão de tempo até que Ayrton Coelho Pisco revelasse seu talento. E não demorou muito para que isso acontecesse. Aos três anos, o menino iniciou os estudos de violino com a mãe. Aos cinco, começou a ter aulas com o pai na Escola de Música de Brasília (EMB).

 

Pouco tempo depois, Ayrton já tocava em casamentos e se apresentava como solista em eventos para autoridades. Aos 13 anos, debutou em festivais internacionais. Hoje, com 18 anos, coleciona prêmios nacionais, como Revelação e Talento Especial. Ele também foi o único brasileiro a concorrer no prestigiado concurso Yankelevitch, na Rússia em 2011.

 

“Eu não fui premiado, mas foi uma experiência muito boa. Concorri com músicos de até 28 anos”, comemora o jovem prodígio.

 

Ayrton é um dos inúmeros casos de sucesso que fazem parte da história da Escola de Música de Brasília, que, neste mês, completou 40 anos de atividades. Considerada a melhor em educação musical e profissional da América Latina, a EMB está entre as melhores do mundo e forma 2,5 mil alunos em diversos cursos.

 

A instituição é mantida pelo Governo do Distrito Federal, que paga o salário dos 270 professores, além de realizar investimentos por meio do Programa de Descentralização Financeira (PDAF). No ano passado, foram destinados a escola R$ 243.170.

 

A cantora Luciana Tavares foi aluna da EMB por dez anos, de 1994 a 2004. Ao longo da trajetória profissional, ela conquistou prêmios em competições nacionais de canto lírico e foi semifinalista em dois concursos internacionais, na Argentina e na Alemanha. Hoje, Luciana faz mestrado em Portugal em Ópera e Artes do Espetáculo.

 

“Quando comecei a estudar canto lírico na Escola, descobri minha paixão e quis fazer disso minha profissão”, contou.

 

E a cada dia surgem novos talentos como o pianista Rogério Scheidemantel, de 20 anos. Há poucos meses, o aluno da Escola de Música conquistou o primeiro lugar no concurso Penningtons Award, da Universidade de Surrey, na Inglaterra. Único representante da América do Sul, Rogério encantou os jurados com a apresentação de Impressões Seresteiras, de Heitor Villa-Lobos.

 

“Fiquei surpreso. Não esperava ganhar sem nunca ter participado de uma competição. A escolha do repertório foi baseada no que aprendi com os meus professores da Escola de Música”, disse.

 

A ESCOLA – Fundada pelo maestro Levino de Alcântara, em 1974, a EMB foi criada com o objetivo de atender o ensino profissionalizante de música e formar técnicos em instrumento e canto lírico. Aos poucos, a instituição assumiu o papel de escola musicalizadora ao receber crianças a partir de 7 anos e meio. O ensino foi estendido a adolescentes e adultos, por meio de curso pré-profissionalizante.

 

Os 270 professores dão aulas de matérias básicas, canto e instrumentos para mais de 2,5 mil alunos nos diversos cursos oferecidos. Com uma área construída de cerca de 5.500 metros quadrados, a EMB possui 83 salas de aula, duas grandes salas de ensaio reversíveis para apresentação de música de câmera e um teatro com 480 lugares.

 

Atualmente, a escola oferece formação em todos os instrumentos de orquestra, piano, violão, canto lírico e música popular, além da prática de conjunto, banda, orquestra e canto coral. A unidade disponibiliza cursos de musicalização, pré-profissionalizante, profissionalizante, musicografia, musicografia Braille e o Curso Internacional de Verão de Brasília (Civebra).

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