Agnelo inaugura Caps de Taguatinga

Taguatinga foi contemplada pela Secretaria de Saúde com nova unidade do Centro de Atenção Psicossocial – Álcool e Drogas Infanto Juvenil (Caps-Adi). A inauguração foi na sexta-feira (24) e contou com a presença do governador Agnelo Queiroz, do secretario de Saúde, Rafael Barbosa, da ministra da Casa Civil, Gleise Hoffman, e do administrador Carlos Jales.

O Caps de Taguatinga vai atender crianças e adolescentes dependentes químicos entre 10 e 18 anos. O acolhimento ao paciente será feito todos os dias da semana, das 7h às 19h. O Centro funcionará 24 horas por dia, como serviço aberto (independente de encaminhamento).

De acordo com o secretário Rafael Barbosa, o Caps vai possibilitar ao menor usuário de drogas tratamento adequado e reintegração ao convívio social. “O Caps é uma unidade de saúde voltada para o atendimento do usuário de crack e outras drogas. O atendimento incluirá visitas domiciliares, atendimento familiar e individual, oficinas terapêuticas, psicossociais e outras, conforme a indicação, em parcerias com instituições públicas e privadas. Cada paciente terá um projeto terapêutico individual acompanhado por uma equipe multidisciplinar e altamente capacitada”.

Para o governador, Agnelo Queiroz, a inauguração de mais uma unidade de tratamento aos dependentes químicos representa uma alternativa para a população de baixa renda que procura espontaneamente tratamento. “Nosso objetivo é combater as drogas e viabilizar tratamento para crianças e adolescentes que não têm condições de pagar”.

A ministra Gleisi Hoffman entregou ao governador a primeira base móvel do programa “Crack, é Possível Vencer”. O veículo foi doado pelo Ministério da Justiça ao Distrito Federal. “Mais do que um programa, temos um verdadeiro pacto entre governos e população, que tornará essa política pública (de enfrentamento às dependências de tóxicos e bebidas) constante e duradoura”, destacou a ministra.

 Tratamento

A previsão de permanência mínima do paciente na unidade é de 14 dias. A máxima é de seis meses, para os casos que tenham indicação de desintoxicação e que fiquem em acolhimento integral. Na segunda etapa do tratamento, o foco é a reinserção social, em que o paciente poderá ser acompanhado em regime de atenção de base comunitária no próprio CAPS.

Estrutura

Aos menores serão disponibilizadas quatro salas para oficinas, oito enfermarias (quatro femininas e quatro masculinas), quatro consultórios clínicos, uma farmácia, um jardim interno e uma cozinha industrial.

Para a coordenadora da unidade, Renata Costa Oliveira (foto), o atendimento no Caps significa uma oportunidade de recuperação. “Nossa proposta é viabilizar o tratamento para que crianças e adolescentes se integrem socialmente. Por isso, um dos focos do tratamento será a reconstrução da instituição família, nas unidades de acolhimento”.

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Renata oliveira, coordenadora da unidade de acolhimento Caps

A inauguração de mais um Caps no DF faz parte do Plano de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas lançado pelo GDF em agosto de 2012. O objetivo do projeto é atuar na prevenção ao uso de drogas, recuperação dos usuários e repressão ao tráfico.

Em quatro anos serão investidos aproximadamente R$ 65 milhões no combate às drogas.

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