Administração nega banheiros para a Parada Gay

 O organizador da 8ª Parada Gay de Taguatinga, Fabinho Dias, está preocupado com a possível falta de infraestrutura no evento, marcado para o dia 25 de agosto. Segundo ele, com a confirmação da presença da cantora Wanessa Camargo, a Avenida Comercial Norte deve receber um público superior a 40 mil pessoas para assistir ao movimento do Orgulho LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Trânsgêneros). Mas podem faltar banheiros públicos.

A assessoria de imprensa da Administração de Taguatinga informou, por meio de nota, que no momento não dispõe de verba para a contratação de banheiros químicos, motivo pelo qual não estão atendendo nenhum pedido neste sentido.

Fabinho Dias garante que a organização do evento aplicará os R$ 50 mil de patrocínio da Secretaria de Cultura no pagamento de cachês dos artistas, aluguel de trios elétricos e de banheiros químicos. Mas estes podem não ser suficientes para o público estimado. Ao procurar o administrador Carlos Jales, no entanto, não obteve nenhuma resposta. “É incrível. Nos oito anos do nosso movimento, só tivemos problemas com o senhor Carlos Jales. Até em gestões de administradores evangélicos, como a do deputado Benedito Domingos, recebemos apoio”, acusa.

Ser gay não é doença

Com o tema “Não há cura para quem não está doente”, a tradicional manifestação de Taguatinga tem como objetivo sensibilizar a sociedade para as questões que envolvem o reconhecimento da cidadania de gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais, além de incentivar a inclusão social e o combate à discriminação e ao preconceito.

Em 2012, o administrador Carlos Jales tentou, sem sucesso, coibir a 7ª Parada LGBT, alegando que o evento provocava grande incômodo aos moradores. A Casa Civil do DF desautorizou a Administração a vetar o movimento, que há quase uma década atrai jovens, crianças, idosos e até famílias completas às ruas.

A Parada Gay de Taguatinga começa este ano com o pé direito. No ano anterior, tentaram proibir o movimento. Porém, com persistência e luta, a comunidade gay e seus apoiadores foram às ruas e fizeram um grande evento, desabafa Dias, que preside o Grupo Gay da cidade.

Estrutura

Além da segurança privada, brigadistas e do apoio da PMDF, o evento contará com banheiros químicos, artistas locais, DJs, dois trios elétricos e voluntários. A previsão de encerramento é às 22h, na área externa do Taguaparque.

Por Wanúbia Lima

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