Ações contra PM por racismo

A Defensoria Pública de São Paulo entrará com um processo de discriminação contra a Polícia Militar na Secretaria de Justiça e com um pedido de abertura de inquérito policial por racismo contra o capitão Ubiratan Beneducci por causa da ordem de serviço determinando abordagens em pardos e negros em um bairro de Campinas, no interior de São Paulo.
Na ordem, de uma folha, assinada dia 21 de dezembro do ano passado, o comandante da 2ª Companhia do 8º Batalhão da PM de Campinas determina aos policiais que fazem o patrulhamento em dois bairros da região do Taquaral, que reforcem as operações em um quadrilátero de ruas onde um grupo de criminosos, com características específicas descritas por moradores, estaria agindo.
Segundo a ordem, os PMs devem atuar com rigor: “focando abordagens a transeuntes e em veículos em atitude suspeita, especialmente indivíduos de cor parda e negra com idade aparentemente de 18 a 25 anos, os quais sempre estão em grupo de 3 a 5 indivíduos na prática de roubo a residência naquela localidade”.
A Defensoria e o seu Núcleo de Combate à Discriminação, Racismo e Preconceito entenderam que foi racista a determinação.
Fonte: Estadão
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