A justa revolta de uma promotora de Justiça 

 

Corroborando as inúmeras vezes em que escrevi aqui sobre a necessidade de pena de morte para homicidas que praticam crimes hediondos, eis que a voz autorizada da promotora de Justiça Maria José Miranda Pereira fez-se ouvir com grande repercussão não só na comunidade brasiliense, mas em todo o País, por sua triste realidade. Com experiência na área penal há mais de 40 anos, ela revela o seu inconformismo no libelo que escreveu no Correio Braziliense, na semana passada.

Relembrando um dos mais bárbaros crimes que chocaram Brasília, ocorrido em dezembro de 2004, quando a jovem universitária Maria Cláudia Del´Isola foi assassinada em sua residência no Lago Sul, depois de ser estuprada pelo caseiro Bernardino do Espírito Santo, com a cumplicidade de sua namorada Adriana de Jesus.  Aproveitando a circunstância em que a moça se encontrava, sozinha, intimaram-na a abrir o cofre da casa. Com a recusa, esfaquearam-na e em seguida Bernardino violentou-a, enterrando o corpo da vítima debaixo da escada da residência.

Diante do desaparecimento da jovem e do silêncio dos caseiros, os pais de Maria Cláudia admitiram que ela havia sido sequestrada. Somente três dias depois, a polícia localizou a cova recém-aberta. Afinal, presos, os assassinos confessaram a autoria. Mas só em 2007, acusado pelos crimes de homicídio, estupro, atentado violento ao pudor e ocultação de cadáver, Bernardino foi condenado a 65 anos. Por sua vez, Adriana recebeu o veredicto de 58 anos.  Após 12 anos de cárcere (apenas), com um sexto do mandato judicial tido como “bom comportamento”, desde dezembro de 2016 os dois cruéis homicidas estão na iminência de cumprir suas sentenças em liberdade, saindo da cadeia a qualquer momento.

Sobre essa possibilidade legal, a promotora Maria José Miranda Pereira extravasa a sua revolta:

“Esse casal de assassinos são perigosos psicopatas, prontos a reiterar a prática da tortura, estuprar e matar. Sua saga criminosa é extensa desde crianças. O Brasil é o país mais condescendente com criminosos. Em nenhum lugar do mundo há tanto protecionismo para criminosos e tanta crueldade com as vítimas.

À guisa de desabafo, a promotora adverte:

“Não existem ex-estupradores psicopatas. Estamos em sério perigo!”

 

PS – Se Bernardino e Adriana fossem julgados nos Estados Unidos (país democrático) seriam condenados à pena de morte!

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