A hora e a vez do Instituto de Cardiologia

A falta de compromisso da Secretaria de Saúde (SES-DF) com a população tem um novo capítulo denunciado pela imprensa local. Desta vez, os principais prejudicados são os pacientes do Instituto de Cardiologia (ICDF). Por ausência de pagamento da Pasta à unidade, eles tiveram suspensos, na última segunda-feira (30/07), parte dos serviços ambulatoriais em cirurgias de coração e transplante de órgãos. Além disso, por conta da situação, até os colabores do instituto podem ficar sem receber o 13º salário. Essa é a gestão do “rumo certo”.
Segundo a própria superintendente do ICDF e da Fundação Universitária de Cardiologia, a falta de pagamento tem provocado uma “situação insustentável” para o instituto, “comprometendo a aquisição de materiais e insumos hospitalares pela falta de regularidade de pagamento dos seus fornecedores, fato esse que, com muita frequência, tem prejudicado a realização do Programa de Cirurgia Cardíaca”. E não para por aí. O cenário é tão devastador para quem precisa dos serviços que até procedimentos eletivos do programa de cirurgia correm risco de serem cancelados: mais “rumo certo”.
A dívida da Secretaria de Saúde, segundo o ICDF, é de aproximadamente R$ 15 milhões. E o porquê de essa conta não ter sido paga até agora não foi esclarecido pela Pasta. Porém, quem acompanha de perto as ações da atual gestão sabe a verdade por trás dos fatos: falta de compromisso. Hoje, não tenho dúvidas de que, além da total ausência de capacidade de gestão, falta ao atual secretário de Saúde, Humberto Fonseca, vontade de fazer o que é preciso pela população.
Só que os usuários do SUS-DF, a maioria deles, não têm tempo de esperar. Ainda que seja, como a própria SES-DF afirmou, “apenas parte dos serviços” cancelados. Porque essa “parte dos serviços” pode ser justamente aquela que o “seu João” precisava para continuar vivo, ao lado da família, levando o sustento para dentro de sua casa. A “parte dos serviços” suspensa pode ser justamente aquela que você, leitor, necessita.
A atual gestão pode até fingir que não sabe, mas o “rumo certo” é investir no que é essencial. E Saúde continua sendo um direito universal. O rumo do GDF, claramente, está errado.
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