A hora e a vez de quem produz

Percebe-se, em grande parte da população, um clima de desistência, na linha de “o Brasil só tem corruptos” e de “o País não tem mais jeito”. Se, de fato, é desalentador perceber tanta ineficiência e bilionários desvios no setor público, fomentados por maus políticos e por meia-dúzia de tubarões dos grandes conglomerados, por outro lado, existe um Brasil de gente produtiva e de cidadãos guerreiros precisando de apoio.

Há milhões de brasileiros honestos e que trabalham muito, havendo outros tantos milhões com dificuldades de se enquadrar no mercado de trabalho, seja em razão da retração econômica, seja por dificuldades de obter qualificação profissional. Existem, ainda, milhões de empresários e de trabalhadores autônomos que atuam também com seriedade e insistem em criar empregos, circulando bens e serviços, mesmo diante de um quadro de enorme burocracia e de desestímulo estatal.

Em consonância com os princípios constitucionais do trabalho e da livre iniciativa, é chegada a hora de a renovação política, esperada a partir das eleições de outubro, valorizar efetivamente o nosso setor produtivo. Cumpre ao Parlamento legislar em prol da simplificação dos sistemas tributário e previdenciário, sem que se extrapole a capacidade financeira dos contribuintes, bem como a favor da legalização ampla e da proliferação de cursos de formação técnica e profissionalizante.

O Brasil tem jeito e o centro desta virada, sem dúvida, será o setor produtivo!

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