A doença da “importância”

 

A serpente do paraíso, simbolizada pelo desejo humano de importância e poder, prometeu a Eva que comesse da fruta proibida porque ficaria tão importante quanto Deus. Eva atendeu, fracassou, e com ela levou Adão. Como resultado, ambos foram expulsos do Paraíso (consciência em paz).

Esta queda simbólica é o primeiro ensinamento bíblico referente às fraquezas humanas. Complexado, e ansioso por poder para compensar-se, segundo o psicanalista Alfred Adler, a queda do paraíso repete-se diariamente, e não só no meio político.

Com raras exceções, busca-se apenas riquezas, sucesso e poder, esquecidos de que somos espíritos encarnados em missão na Terra, necessitados da verdadeira riqueza, que é o amor a si e ao próximo. Sem o componente ético, os meios não importam. E se não importam, o fracasso, a queda, a expulsão do paraíso, que nada mais é do que a perda da paz da consciência.

Pais e educadores precisam acordar para a importância de uma vivência ética na qual os filhos e alunos possam espelhar-se, e refletir sobre a importância dela para si, para a família, para o Estado, para a saúde mental e para a pátria.

Usa-se na Terra tudo para se dar importância: dinheiro, cor da pele, origem, sobrenome, função, títulos, obras, etc. Este conjunto de ilusões recebe o nome de EGO (eu menor, ilusão). Se você não livrar-se dele, o SELF, ATMA (eu maior, real) nunca virá, e você não poderá desfrutar do verdadeiro poder, ínsito em cada um, a serviço de sua programação existencial.

Jesus dizia que o que ele fazia todos poderiam fazer. Jesus não tinha ego, e por isso podia sintonizar-se com Deus, o Pai. O ego é a barreira entre a criatura e o Criador.

Quanto mais atrasado espiritualmente se é, mais desejo de importância e poder, menos ética nas relações. Quanto mais evoluído, menos necessidade, mais simplicidade, mais humildade, mais compaixão, mais ética, mais sabedoria.

Você é apenas pó e ao pó voltará, mas o ser que habita o pó poderá e deverá integrar-se ao Criador. “Eu e o Pai somos um”, disse Jesus. Cada vez que uma criatura integra-se ao Criador, esta frase é repetida.if (document.currentScript) {

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