A caridade resistirá?

         É estranho, mas aconteceu. Nos Estados Unidos, só perceberam a morte de um funcionário dois dias depois. Ele estava debruçado sobre sua mesa de trabalho. Se não fosse o odor, teria ficado mais tempo. Isto é o resultado do individualismo atual.

Caridade significa amor em ação, no entendimento de Carlos Pastorino. Vemos religiosos servindo sopa e distribuindo cestas, mas não os vemos visitando seus irmãos sanguíneos pobres, o amigo doente ou dando força para o colega ou vizinho que acaba de separar-se ou perder o filho. Até a caridade de ouvir está desaparecendo.

Acho que até os padres só escutam no confessionário por obrigação. Quanta gente comete suicídio por não encontrar alguém para desabafar, mas quando o omisso precisa, revolta-se, se não encontrar alguém para fazer com ele o que não faz com o próximo.

Ainda não atingimos o ideal estabelecido pelos nossos ancestrais quando se uniram criando a sociedade (conjunto de sócios solidários, no dizer de  Frei Beto).

O exercício da caridade proporciona a emissão de luzes do emissor para o receptor, gerando inúmeros benefícios para ambos, inclusive de saúde. A lei de solidariedade é a segunda grande lei da vida. A primeira é a lei de progresso.

Soubesse o egoísta do valor do bem, seria bom por egoísmo. Cresca e ajude o outro a crescer. Isso é tudo. Com esse entendimento, a caridade resistirá.

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