A alimentação e o câncer

O Dia Nacional do Combate ao Câncer foi comemorado na terça-feira, 27 de novembro. Na carona do tema, vamos tratar aqui da relação da alimentação com essa doença.

O câncer possui como característica o crescimento desordenado de células, a partir de uma alteração no DNA. Essas céulas podem invadir tecidos e órgãos. E o crescimento celular desordenado pode ser agressivo, se espalhando para outras regiões do corpo.

Os tipos de câncer são determinados e correspondem às diferentes células do corpo, além da capacidade de multiplicação celular. Não existe uma causa única para o desenvolvimento do câncer, mas este pode ocorrer devido a fatores internos ou externos ao organismo, sendo que estas apresentam maior prevalência.

Uma das causas externas é a alimentação inadequada. Segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer), a má-alimentação é classificada como o segundo maior fator de desenvolvimento de câncer que pode ser evitada.

Ela chega a ser responsável por até 20% das causas de câncer em países em desenvolvimento, como o Brasil, e por aproximadamente 35% das mortes pela doença.

O consumo excessivo de alimentos ultraprocessados, que apresentam alto teor de conservantes e substâncias artificiais, como presunto, salsicha, mortadela, peito de peru, bebidas açucaradas e alimentos industrializados prontos para consumo, está associado com o maior risco de surgimento de cânceres intestinais e no estômago.

Recomenda-se uma alimentação saudável e balanceada, rica em frutas, verduras, cereais integrais, leguminosas, sementes e castanhas, uma vez que estes atuam no fortalecimento das defesas do organismo, auxiliam o bom funcionamento intestinal, e atuam na inibição da chegada de compostos cancerígenos às células do organismo.

Mas lembre-se: não existe nenhum alimento milagroso que pode curar o câncer. A prevenção atua por meio da boa alimentação, e pessoas que possuem o diagnóstico de câncer também devem adotar essas recomendações.

Dê preferência aos alimentos in natura e minimamente processados. Evite o consumo de alimentos industrializados e pratique atividade física.

 

(*) Texto elaborado pelas estudantes Bárbara Almeida, Jamile Braz, Juliana Almeida e Rhaylane Gomes, da Universidade Católica de Brasília, Revisado por Caroline Romeiro

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