Um sentido para a vida

 

O médico neurologista e psiquiatra austríaco Viktor Frankl passou anos como prisioneiro num campo de concentração de Hitler na 2ª Guerra Mundial. Talvez impregnado pelo ideal de contar os horrores que presenciou, sobreviveu e descobriu que a vida tem um sentido para cada um, que é possível saber. Alguns trechos do seu livro “Em Busca de um Sentido”:

“Quem não vivenciou pessoalmente a situação reinante num campo de concentração não faz a menor ideia da radical insignificância a que se reduz o valor da vida do individuo ali internado. Sente-se não só como objeto, mas também como joguete do destino. Tudo isso explica por que ele evita qualquer tipo de iniciativa e teme tomar decisões.

“Entretanto, a experiência mostrou-nos ser possível superar a apatia, reprimir a irritação e assumir uma atitude alternativa frente às condições adversas. Em princípio, toda pessoa pode decidir de alguma maneira no que ela acabará sendo: um típico prisioneiro ou um ser humano que conserva a sua dignidade.

“O tempo mostrou que, quando um homem descobre que seu destino lhe reservou um sofrimento, e vê nesse sofrimento uma tarefa sua, única e original, a realização veio porque a vida esperava algo dele, e algo na vida estava esperando por ele.

“Viver não significa outra coisa se não responder adequadamente às perguntas e tarefas colocadas pela vida. Mesmo na pior situação, não se deve perder a esperança, pois ninguém conhece o futuro. A busca do individuo por um sentido é a motivação primária em sua vida.

“O que é então o ser humano? É o ser que sempre decide o que ele é. É o ser que inventou as câmaras de gás; mas é também aquele ser que entrou nas câmaras de gás, ereto, com uma oração nos lábios.

“O que o ser humano precisa é de um objetivo que valha a pena, uma tarefa escolhida livremente, exercida com ética e visando o bem comum”.

Com Carl Jung, aprendemos: “O objetivo da vida é acender uma luz na escuridão do ser”.