Trabalhadores da educação cobram do GDF cumprimento de metas

Trabalhadores defenderam a greve dos professores. Categoria está em protesto contra o projeto de reforma da Previdência. Foto: Carlos Gandra/CLDF

Em audiência pública realizada hoje (20), na Câmara Legislativa, trabalhadores da educação do Distrito Federal exigiram do governo o cumprimento das metas 17 e 20 do Plano Distrital de Educação (PDE). Como o autor da iniciativa do debate, deputado Wasny de Roure (PT), não pôde comparecer por problema de saúde, a audiência foi conduzida por seu colega de partido, deputado Chico Vigilante.

A meta 17 do PDE estabelece a isonomia salarial dos professores da rede pública com a média salarial dos demais servidores públicos de nível superior do GDF, além do oferecimento de plano de saúde para os trabalhadores da educação. Já a meta 20 prevê que o GDF amplie o investimento em educação com relação ao PIB local, passando dos atuais 3,23% para 6,12%.

Jairo Mendonça, do Conselho de Educação do DF, criticou o governo por não executar as metas previstas no PDE. “Nossa luta é pela efetivação do plano aprovado por esta Casa. Infelizmente, o governo atual não valoriza a educação, tanto é que nem mesmo enviou um representante para este debate”, afirmou.

Disparidade – Representando o Sindicato dos Professores do DF (Sinpro), Júlio Barros apresentou números para ilustrar a disparidade salarial dos professores em relação a outras categorias. “Hoje, um médico recebe R$ 13,2 mil, um dentista recebe R$ 10,6 mil, um músico recebe R$ 10,2 mil e o professor, apenas R$ 5,2 mil. Temos o pior salário entre os profissionais de nível superior”, reclamou.

Segundo Barros, a média salarial dos servidores públicos de nível superior do GDF é de R$ 7,4 mil. “Apenas para entrarmos nesta média salarial, como prevê o PDE, precisaríamos de um reajuste de 84,97%. Mas nossa proposta para iniciar o diálogo com o governo é de um reajuste de 18%”, explicou. O sindicalista também observou que o auxílio alimentação dos professores é de R$ 394. “Três vezes menos do que o valor pago aos funcionários da Caesb”, completou.

Durante a audiência, vários trabalhadores da educação foram ao microfone em defesa da greve dos professores do DF. A categoria está em protesto contra o projeto de reforma da Previdência (PEC 287/2016) e exige a execução das metas aprovadas no PDE. Ao final da audiência, Vigilante disse que “estamos enfrentando uma tentativa de desmonte do serviço público, que só poderá ser barrada com a união organizada dos trabalhadores”.

Fonte:

Deixe uma resposta