Taguatinga terá primeira mulher como administradora regional

O governador Rodrigo Rollemberg deve anunciar, nas próximas horas, o nome da professora e advogada Karolyne Guimarães, secretária-geral da Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Taguatinga para assumir a Administração Regional no lugar de Marlon Costa. Ela será a primeira mulher a administrar a cidade em 59 anos. A indicação é do deputado federal Ronaldo Fonseca (Pros). Ele também apresentou nomes para a Administração de Vicente Pires e para a Secretaria do Trabalho.

A professora e advogada Karolyne Guimarães, secretária-geral da Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil

“É um bom nome. Trata-se de uma mulher que tem atuação na comunidade e que conhece os problemas da população”, elogiou o presidente da Associação Comercial (Acit), Justo Magalhães, que foi procurado pelo deputado Ronaldo Fonseca no fim de semana, mas recusou o convite porque pretende se candidatar a deputado distrital em 2018. “Ela acompanha os debates sobre os problemas de Taguatinga. Foi uma boa escolha”, reconheceu o ex-administrador Ronaldo Seggiaro, que também estava cotado para retornar à função.

A minirreforma no primeiro e segundo escalões do governo tem sido feita ao longo dos últimos três meses para preencher o vazio criado pelos desembarques de PDT, Rede e PSD. As vagas abertas com as saídas dos antigos aliados têm sido preenchidas por filiados do PSDB, Solidariedade e Pros, além de correligionários do chefe do Executivo.

As últimas trocas, feitas na terça-feira (5), colocaram Antônio Apolinário Rebello, ligado a PCdoB de seu irmão Aldo Rebello, ex-ministro de Dilma Rousseff (PT), na Secretaria de Relações Institucionais. A vaga era ocupada por Igor Tokarski, que foi para a Secretaria de Meio Ambiente. A ex-secretária de Segurança Pública Márcia de Alencar agora é assessora especial do gabinete de Rollemberg.

Previdência do DF

O uso das reservas do Instituto de Previdência dos servidores do GDF (Iprev), que trouxe fôlego para os cofres distritais, causou desgastes político ao governador. A série de mudanças nos comissionados do governo começou em setembro, às vésperas da votação do projeto na Câmara Legislativa, com a exoneração de 27 pessoas lotadas em agências do trabalhador e em outras áreas da Secretaria do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos (Sedestmidh). As funções eram ocupadas por indicação dos deputados Joe Valle e Reginaldo Veras, ambos do PDT.

O revide do GDF veio em duas parcelas, a última quitada dois dias após o PDT anunciar o desembarque, em 13 de outubro. No total, cerca de 500 cargos foram colocados à disposição de Rollemberg. Destes, 25 eram de filados do PDT. O subsecretário Dilson Almeida deixou a pasta de Agricultura e Desenvolvimento Rural (Seagri) e Luciana Soares de Holanda foi desligada da chefia de gabinete da Sedestmidh.

A troca no comando da Secretaria de Justiça e Cidadania também teve motivação política. Saiu Arthur Bernardes, do PSD, e, após gestão interina de Guilherme Rocha de Almeida Abreu, entrou o procurador Zélio Maia da Rocha. A Rede foi impactada com as exonerações da presidente do Instituto Brasília Ambiental (Ibram), Jane Vilas Bôas; do secretário de Meio Ambiente, André Lima; e do administrador do Lago Norte, Marcos Woortman.

O governo local não se utilizou apenas de trocas para retaliar aqueles que não rezaram na cartilha do Buriti ou atrair novos aliados. Para aproximar a ex-vice-governadora Maria de Lourdes Abadia, Rollemberg criou a Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos, que passou a comandar projetos sociais no Sol Nascente e Pôr do Sol, em Ceilândia, e Vila Buritizinho, em Sobradinho.

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