Sandra Faraj nas mãos de Juarezão

Faraj é acusada de não repassar R$ 150 mil à empresa Netpub pelos serviços prestados em tecnologia e publicidade. Foto: Carlos Gandra/CLDF

A Mesa Diretora enviou para a Corregedoria da Câmara Legislativa, na quarta-feira (22), o processo de cassação do mandato da deputada Sandra Faraj (SD). A decisão de dar prosseguimento ao processo foi dos deputados Joe Valle (PDT), presidente da Casa; Wellington Luiz (PMDB), vice; Raimundo Ribeiro (PPS), terceiro secretário; e Robério Negreiros (PSDB), segundo secretário. Sandra Faraj, primeira secretária, é investigada por uso indevido da verba indenizatória.

Após ser lido em plenário, o corregedor Juarezão (PSB) receberá o processo e notificará Sandra Faraj em um dia.  A partir daí, a deputada terá dez dias úteis para entregar sua defesa. O corregedor envia o seu relatório em até 15 dias à Comissão de Ética com uma recomendação, que poderá ser aceita ou não.

A Comissão de Ética é formada Ricardo Vale (PT) e Telma Rufino (Pros), presidente e vice, respectivamente, além de Agaciel Maia (PR), Wellington Luiz (PMDB) e Raimundo Ribeiro (PPS). Se o processo não for arquivado, vai para a Comissão de Constituição e Justiça – presidida por Reginaldo Veras (PDT) – para, enfim, ser votada em plenário.

Denúncia – Faraj é acusada de não repassar R$ 150 mil à empresa Netpub pelos serviços prestados em tecnologia e publicidade. A deputada apresentou notas fiscais e foi ressarcida pela Câmara Legislativa. Outra denúncia envolvendo a empresa caiu no colo da distrital: ela teria falsificado um carimbo em uma nota fiscal apresentada por sua defesa.

A distrital ressaltou que pagou o serviço em dinheiro, e que não tem dívidas com a empresa.

Histórico – O último processo que chegou à Corregedoria da Câmara Legislativa foi o da deputada Liliane Roriz (PTB), em outubro de 2016. Na ocasião, o corregedor Rafael Prudente (PMDB) recomendou o arquivamento do processo. A iniciativa foi apoiada pelos parlamentares da Comissão de Ética. Raimundo Ribeiro, Wellington Luiz e Telma Rufino seguiram a sugestão do corregedor.

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