Reunidos em assembleia, professores decidem pela manutenção da greve

Nesta quarta os professores fecharam as quatro vias do eixo monumental em frente ao Palácio do Buriti. Pressionando para entrar, o grupo derrubou as grades de proteção.

A Polícia Militar, após negociação, liberou uma das faixas, mas a categoria informou que não vai sair. O trânsito foi desviado pelo estádio Mané Garrincha, circundando o Buriti. De acordo com a PM há mil manifestantes, mas segundo o sindicato há 10 mil.

Professores da rede pública do DF fazem manifestação em frente ao Palácio do Buriti para reivindicar o pagamento de atrasados (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

No seu site o sindicato orienta a categoria e informa o calendário de mobilização.

“Professores/as e orientadores/as educacionais da rede pública de ensino do DF decidiram manter o movimento grevista, iniciado há 15 anos. A decisão ocorreu em assembleia geral da categoria, na manhã desta quarta-feira (29).

A manutenção da greve é a resposta dos docentes à inabilidade do governador Rollemberg em negociar e apresentar propostas.

Além da perversa insistência em descumprir diversas leis que regem a Carreira Magistério Público do DF, Rollemberg age com total desrespeito ao judicializar a greve – impondo ao Sinpro multa diária – e ao ameaçar cortar o ponto daqueles que aderiram ao movimento. Em outras palavras, o governador não sabe lidar com um movimento reivindicatório legítimo de professores e orientadores.

O Sindicato já recorreu da decisão do Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT), tentando reverter a decisão de declarar a greve abusiva. “Abusividade e ilegalidade que comete é Rollemberg. E a intimidação por ele praticada só serve como combustível para a mobilização da categoria”, declararam dirigentes do Sinpro. Eles enfatizaram ainda que o caratér da greve também é barrar as reformas da Previdência e Trabalhista, encaminhadas por Michael Temer ao Congresso. “Rollemberg se apoia nessas pautas nacionais, nas pautas de Temer para avançar sobre os direitos dos trabalhadores do DF”.

Estudantes de diversas regionais compareceram à assembleia, enfatizando que estão em unidade com os professores em greve.

A assembleia, que se iniciou com um minuto de silêncio pelo falecimento do professor e diretor do Sinpro, Cássio de Oliveira – ocorrido na segunda-feira (27) – terminou com muito barulho e com a determinação de que a luta pelas justas reivindicações precisa continuar e se intensificar.

Confira o calendário de mobilização aprovado na assembleia:

30/3 – Aula em Taguatinga. Concentração às 8h, na Praça do Relógio.

31/3 – Dia Nacional de Luta
Manhã – Atividade nas cidades
Tarde – Ato público na Rodoviária do Plano Piloto

1º/4 – Dia do Rollemberg – Atividade no Parque da Cidade.

02/4 – Atividade nas cidades.

03/4 – Manhã – Assembleias Regionais
Tarde – Atividades nas cidades

04/4 – Assembleia Geral, às 9h, na Praça do Buriti”

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