Renan quer concluir votação do processo de impeachment de Dilma até o fim do mês

O presidente do Senado, Renan Calheiros, durante sessão plenária em que a MP 668 que aumenta tributos de produtos importados foi aprovada em votação simbólica (Geraldo Magela/Agência Senado)
Presidente do Senado diz que trabalho será realizado até aos sábados e domingos se for necessário para acelerar o processo. (Geraldo Magela/Agência Senado)

A votação do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff (PT) no Senado Federal deverá ser concluída até o fim deste mês. A informação foi dada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que prevê o início do julgamento pelo plenário da Casa nos dias 25 ou 26 próximos.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, sugeriu uma reunião com os líderes partidários e com os senadores, na quinta-feira (4), depois da apreciação da pronúncia pela comissão especial do impeachment, para acertar os procedimentos de votação do processo no plenário do Senado.

“O julgamento vai depender do tempo de ouvir as testemunhas, do prazo da defesa e de até 10 minutos para cada senador que quiser falar. Se for necessário ouvir testemunhas na sexta, no sábado, e se for necessário ouvir a acusação, a defesa no sábado ou no domingo, vamos fazer isso”, afirmou Renan. Ele acrescentou que, na reunião de quinta-feira, devem ser combinados e definidos os procedimentos finais. 

Perguntado sobre seu posicionamento na votação final, o presidente do Senado respondeu: “não votei a admissibilidade, não vou votar a pronúncia, ou impronúncia, e pretendo não votar no julgamento”.

Sem pressão – O presidente do Senado negou ter recebido pedido do Palácio do Planalto, ou do presidente interino Michel Temer, para acelerar a tramitação do processo de impeachment em função da viagem presidencial à China.

Hoje, em almoço com Temer, Renan disse que conversou sobre a conjuntura, a agenda legislativa, as expectativas econômicas e os resultados que começam a aparecer. “O presidente não faria a mim esse apelo. Jamais. O presidente não falou da votação do processo.”

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