Quando o trem chegar na estação

Recentemente, uma reportagem de TV informou sobre a liberação de recursos federais para obras de retomada da ferrovia Luziânia-Brasília e entrevistou antiga moradora da região que se lembra, com saudade, das viagens de trem para a capital. Além de apaixonante, o trem é de viabilidade plena, apenas afastado por imposição do “rodoviarismo”, um meio de transporte caro, ambientalmente perverso, ineficiente e que ceifa tantas vidas.

A volta do trem foi tema da campanha eleitoral de 2010, ideia defendida pelo governador Agnelo Queiroz. Com a liberação de R$ 90 milhões para a recuperação, modernização e adaptação da ferrovia, os amantes do trem renovam seus argumentos em defesa de sua superioridade, aliás, indiscutível. Melhor ainda é a liberação de R$ 1,4 bilhão para aplicação em obras de mobilidade no Centro-Oeste, incluindo a conexão ferroviária de Brasília com Goiânia e, futuramente, com a ferrovia Norte-Sul, em construção.

Por que só agora? Uma das explicações pelo abandono temporário da volta do trem estaria na postura do Partido dos Trabalhadores no Distrito Federal, que esqueceu o tema de campanha, facilitando a imposição de uma opção rodoviária, a custos mais de dez vezes superiores.

Se há razões para comemorar a decisão governamental que deve beneficiar 600 mil pessoas, é momento também para extrair lições sobre o tempo perdido.

Quase ao final do terceiro ano de governo da segunda gestão petista no DF, a ferrovia volta a ser uma solução, sem que o PT candango sequer tenha organizado um debate, um seminário, uma campanha, uma mobilização popular em sua defesa.

Faltou sintonia do PT-DF com o desejo popular.

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