Protestos e Copa das Confederações atenuaram inflação

A Copa das Confederações e as manifestações em várias cidades brasileiras no mês de junho tiveram impacto sobre o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação. No mês passado, a taxa chegou a 0,26%, 0,11 ponto percentual menor que a de maio.

“Além de o comércio ter sido fechado por muitos dias por causa dos protestos, o clima da Copa modifica hábitos de consumo, como comer mais fora, ou direciona para determinados bens de consumo. Houve um junho atípico”, avaliou a coordenadora de índice de preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos.

Com as manifestações, comerciantes tiveram de fechar seus estabelecimentos mais cedo, o que causou queda nos preços em diversos grupos, como o de alimentos, pela redução da demanda.

A queda das passagens de ônibus, que se deu a partir do dia 20 em algumas capitais, terá influência sobre a taxa de julho. No Rio de Janeiro, os itens trens e ônibus urbanos devem cair 5%, e o metrô, 6,5%. Em São Paulo, a queda será de 4,5% para os três. Recife, Fortaleza e Curitiba devem ter redução de 3% nos ônibus urbanos. Em Goiânia essa redução alcançará 5%.

Já a Copa das Confederações, além de ter influenciado hábitos de consumo, contribuiu para aumentar o preço das passagens aéreas. Em maio, o índice chegou a -3,43% e, em junho, a 6,71%, com mais de 9 pontos percentuais de diferença.

Os alugueis também foram influenciados pela Copa, segundo Eulina, com alta de 0,29 ponto percentual em junho (1,04%) em relação a maio (0,75%).

Vinícius Lisboa
Repórter da Agência Brasil

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