Pré-temporada eleitoral

Os próximos cinquenta dias serão de intensa movimentação nos bastidores da política. Candidatos às eleições de 2014 têm até 5 de outubro para definir a qual partido se filiar. Eles sabem que uma escolha certa ou errada nesta fase pode representar a diferença entre a vitória ou a derrota.

Diante dessa certeza, ganham importância alguns aspectos. Entre eles, o tempo que cada legenda terá no rádio e na TV e as perspectivas de coligações. São feitas contas complicadas tentando antecipar o potencial dos possíveis futuros aliados e as chances de cada um.

O eleitor comum deve se perguntar se não seria mais lógico que os dirigentes partidários e os pretensos candidatos conversassem em torno de questões ideológicas e programáticas. Seria. Mas este é o mundo ideal. E o ideal está cada vez mais distante da política real em nosso país.

A verdade é que nossos representantes nos poderes Executivos e Legislativos estaduais e federais pensam, antes de mais nada, em sua própria sobrevivência política. O que vai sobrar para o eleitor é outro papo. E essa conversa pode ficar pra depois. Bem depois…

Portanto, nesta pré-temporada eleitoral, a tendência é de que ocorram diversas trocas de partidos. Aqui em Brasília, por exemplo, existem pelo menos quatro fortes candidatos à única vaga de senador. Gim Argello (PTB) já anunciou que tentará a reeleição.

Mas deve ter fortíssimos concorrentes. Um deles é o deputado federal José Antônio Reguffe (PDT), sonho de consumo para compor a chapa majoritária de todos os pré-candidatos a governador de esquerda – desde o atual ocupante do cargo, Agnelo Queiroz (PT), passando pelos senadores Rodrigo Rollemberg (PSB) e Cristovam Buarque (PDT), até o eterno concorrente Toninho do PSol.

Ainda no campo da esquerda, é esperado um racha entre os deputados petistas Geraldo Magela (federal) e Chico Leite (distrital). Este último, que já foi do PSDB e do PC do B, pode trocar novamente de partido. Seu caminho mais provável seria a Rede Sustentável, da ex-senadora Marina Silva, que luta para obter o registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Entre os possíveis candidatos ao GDF, aguarda-se a definição dos ex-governadores Joaquim Roriz e José Roberto Arruda. Para onde eles penderem, irá uma legião de viúvas e órfãos políticos. Os deputados Luiz Pitiman (PMDB/federal) e Eliana Pedrosa (PSD/distrital) também querem a cadeira de Agnelo. Ambos não devem permanecer onde estão e, coincidência ou não, mantém negociações permanentes com dirigentes do PSDB.

Este é o cenário mais visível  no imbróglio das disputas majoritárias (Governo e Senado). Imagine, então, o tititi para as vagas proporcionais (deputados federais e distritais). Isto é assunto – assim como o interesse do eleitor –, para depois. Bem depois…

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