Após reestruturação, Polícia Militar reclama de “tratamento diferenciado”

Policiais Militares reclamam das baixas gratificações. Foto: Reprodução

Um documento que circula entre os policiais militares expõe o descontentamento da categoria em relação à diferença de tratamento do GDF com a corporação em relação aos benefícios da Polícia Civil, após a reestruturação da carreira da PCDF publicada no Diário Oficial no dia 31 de março. As gratificações na Segurança Pública chegam a ser três vezes maiores para os civis.

Além da remuneração, os militares – que tiveram a reestruturação publicada no dia 21 de março – convivem com um efetivo baixo na administração de batalhões, onde o número de policiais é maior que nas delegacias. A função gratificada no serviço público – que visa incentivar o aprimoramento das atividades no setor – é o principal alvo de reclamações dos PMs.

O comandante de um batalhão, por exemplo, recebe R$ 985,87 (30,85% do soldo do coronel) no contracheque. Já um delegado-chefe ganha R$ 3.128,07, relativo à gratificação DFG-17. A diferença é de R$ 2.142,40. O subcomandante de um batalhão e o delegado-chefe adjunto de uma delegacia também têm benefícios diferentes. A diferença é de R$ 1.645,98. O militar que desempenhar a função número 2 de um batalhão recebe R$ 704,19 (22,04% do soldo do coronel).  Na delegacia, a gratificação é de R$ 2,350,17, proveniente da DFA-14.

Efetivo

O efetivo de um batalhão da PM varia de 200 e 450. Nas delegacias, esse número oscila entre 20 e 60. Os batalhões da PM contam apenas com um auxiliar administrativo. Ao assumir o cargo, o policial recebe um acréscimo de R$ 281,48 no contracheque.

As delegacias precisam de cinco auxiliares administrativos. O chefe da Seção de Apoio Administrativo, da Seção de Investigação, de Cartório e o coordenador de plantão recebem R$ 1.293,76 de gratificação (DFG-10). O Escrivão chefe de plantão recebe benefício de R$ 1.022,41.

Se considerado o efetivo mínimo para um batalhão, de 200 PMs, apenas 1,5% recebem gratificação por atividades relacionadas à chefia, direção ou assessoramento. Na Polícia Civil, esse percentual chega a 35%, se forem consideradas as DP’s com até 20 policiais.

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