Polícia Civil faz operação contra PCC no Distrito Federal

 

Facção tinha até granadas. Foto: divulgação

A Divisão Especial de Repressão ao Crime Organizado (Deco), da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) realizou na manhã desta segunda-feira (9) a operação “Legião”, que contem o avanço da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). A ação é realizada no Complexo Penitenciário da Papuda, em São Sebastião, no Centro de Progressão Provisória (CPP), no SIA e nos presídios de Águas Lindas, Luziânia, Planaltina de Goiás e Novo Gama, em Goiás. As informações foram publicadas em primeira mão pelo portal Metropoles.

Dos 54 alvos dos mandados, 43 estão presos por organização criminosa e crimes como tráfico de drogas, de armas, receptação e roubos de veículos, principalmente. 17 estão soltos, dentre eles, seis são considerados foragidos. A operação é coordenada pela Delegacia de Combate ao Crime Organizado (Deco) e conta com apoio de 80 policiais civis, sendo 36 agentes da Divisão de Operações Especiais (DOE) e o restante do Departamento de Polícia Especializada (DPE).

O líder da facção, Gilvane Assis, 33, estava sob investigação há seis meses. Ele comandaria todas as ações do grupo no DF. Os investigadores identificaram o chefe da filial criminosa em um presídio, no Paraná, onde cumpre pena na Penitenciária Estadual de Foz do Iguaçu II e foi alvo de um dos oito mandados de busca e apreensão que a Deco cumpriu na cadeia paranaense na última semana.

Na cela de Gilvane, os investigadores apreenderam um livro com diversos manuscritos que apontam o nome, o apelido e a função de todos os integrantes que fazem parte da célula do PCC no DF. As investigações identificaram que o preso, mesmo encarcerado em um presídio no sul do país, conseguia enviar ordens por meio de celular a outros criminosos que estavam tanto nas ruas da capital do país quanto nas cadeias do Entorno.

A operação desta segunda é a terceira realizada pela Deco contra a facção no Distrito Federal. A primeira foi em 2014, quando os policiais descobriram que integrantes do grupo pagavam até R$ 400 por mês de contribuição para manter a estrutura criminosa.

Com informações do Portal Metrópoles