Point de bares de Águas Claras pode estar com os dias contados

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Foto: Divulgação

 

Devido a má convivência entre moradores e lojistas, o point de bares em Águas Claras vive dias de apreensão. Os administradores do condomínio Península Lazer & Urbanismo, em Águas Claras, cobram a suspensão dos alvarás concedidos pela Agência de Fiscalização (Agefis) aos oito bares que funcionam no prédio. Já os donos dos estabelecimentos pedem aos moradores dos apartamentos uma trégua no arremesso de objetos jogados pelas janelas sobre seus clientes, atingindo, inclusive, os veículos estacionados nas imediações. Reivindicam, ainda, melhorias na infraestrutura do setor, especialmente a construção de estacionamentos. O impasse entre as duas partes torna a convivência insustentável, segundo moradores e lojistas.

O projeto inicial do condomínio previa o funcionamento de apenas um bar no térreo, na área destinada a lojas e ao entretenimento e gastronomia. Os moradores reclamam, também, do horário de funcionamento dos bares, que ficam abertos após as 22h, de domingo a quinta-feira e só encerram suas atividades após as duas da madrugada nos finais de semana, horário máximo permitido pela Agefis.

A colocação de mesas e cadeiras além do limite da marquise, carros estacionados em lugares impróprios e o lixo que não é descartado de forma correta são as reclamações dos moradores do Península. O movimento nos bares é diário devido a proximidade com centros universitários e faculdades, com isso, o barulho e a lotação máxima das lojas é comum em finais de semana e até no meio de semana. Os problemas já foram denunciados à Polícia Militar.

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Foto: Divulgação

Sem recordar da data, a gerente do condomínio, Valéria Ferrante, citou um caso ocorrido na entrada do Península, quando havia filas de carros estacionados irregularmente. “O número de carros parados na porta do condomínio impossibilitou a entrada de um caminhão do Corpo de Bombeiros para atender ao chamado de um morador”, conta Valéria.

O condomínio é formado pelos moradores e pelos lojistas, porém as unidades são autônomas. O Hookah Lounge, bar mais antigo do local, teve que se reinventar e alugar outra loja para que seus clientes ficassem dentro do bar e não mais na área externa. Entretanto, outros bares ainda mantém seus clientes do lado de fora. Quando construiu o empreendimento, Reza Dibaje, 32 anos, não esperava a aglomeração de bares. Segundo ele, o projeto inicial previa outros tipos de comércio e apenas um bar.

“Com o tempo, a grande maioria das lojas fechou. À medida em que foram fechando lavanderias e bancas de jornal, foram sendo abertos os bares. E com eles veio o barulho, principalmente devido à colocação de mesas do lado de fora da marquise. E o nosso, que está há mais tempo aqui, vem sofrendo as sanções dos moradores. Já atiraram ovos, balão d’água, melancia e saco de argamassa”, disse Reza Dibaje.

Na maioria das vezes, os carros são os alvos dos objetos arremessados. Constantemente, vidros dos veículos acabam quebrados. Porém, houve casos em que os clientes foram atingidos e chegaram a desmaiar. O último caso ocorreu com uma funcionária.  Na madrugada de sábado (23), a auxiliar administrativa Lorena de Souza, 22 anos, foi alvo de um balão de água congelado.

“Estava saindo do bar com minha prima quando um balão congelado caiu bem do meu lado e um dos estilhaços acertou minha cabeça. Tive que ir ao hospital no dia seguinte por conta das fortes náuseas”, disse.

Estacionamento

Além do barulho, a falta de vagas é um dos problemas. São disponibilizadas apenas 20 vagas para as  40 lojas, e ainda há a concorrência dos alunos de um Centro Universitário próximo. “Cada bar tem capacidade para 100 pessoas. Hoje existem oito bares. Portanto, são 800 pessoas para 20 vagas. Tenho vários anos de administração e sei que a única briga que não posso comprar é com morador”, disse Reza Dibaje.

Segundo o dono do Hookah, a solução seria a abertura de uma área que fica atrás do Península. Contudo, quando foi proposta a ação de liberação, a construtora queria cobrar mais R$ 5.000 de aluguel do bar. “É um absurdo. Já pagamos um aluguel muito alto referente às duas lojas”, ponderou.

Por se tratar de um problema de convivência e em um lugar específico, a Secretaria de Segurança Pública não forneceu os dados referentes às ocorrências no condomínio.

 


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