Papa pede aos jovens que saiam às ruas

O papa Francisco ficou animado em seu encontro com jovens argentinos, nesta quinta-feira (25), na Catedral de São Sebastião, no centro. Logo na chegada, ao ver que havia muita gente do lado de fora, ele fez questão de se dirigir a muitos dos que não conseguiram entrar na igreja.

Em seguida, acompanhado do arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani Tempesta, e do presidente da Conferência Episcopal da Argentina e arcebispo de Santa Fé, monsenhor José María Arancedo, o pontífice entrou na catedral, que estava lotada, e foi saudado pelos jovens presentes.

“Esta é a juventude do papa”, diziam os jovens que, na sequência, gritavam o nome do país deles: “Argentina, Argentina, Argentina”. No caminho até o altar, Francisco cumprimentou muitos jovens.

No início da mensagem, o papa fez um agradecimento aos organizadores da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), por terem encontrado um lugar em que pudesse estar com os jovens argentinos, conforme tinha pedido. Em seguida, reforçou o conceito de evangelização. “Quero dizer o que espero como consequência da jornada. Quero que saiam fora. Quero que a igreja saia às ruas”, pediu à atenta plateia.

Francisco pediu que os jovens não se esqueçam dos mais velhos. “Penso que, neste momento em que a civilização mundial está voltada para o culto ao dinheiro e presenciamos uma filosofia de exclusão dos grupos de idosos. Não cuidam dos anciães, não os deixam falar.”

Para ele, os jovens precisam respeitar a sabedoria dos mais velhos. “Deixem-nos falar. Neste momento, os jovens e os anciães estão condenados ao mesmo destino. Não se deixem excluir”, recomendou o pontífice. Em seguida, perguntou aos fiéis se estavam claras as recomendações e foi protamente respondido, de forma afirmativa, pelos jovens argentinos que lotavam a catedral.

Mais uma vez, Francisco destacou as dificuldades de emprego que os jovens enfrentam, em uma civilização que, segundo ele, não cuida deles, nem dos idosos. “Há exclusão dos jovens. O percentual de jovens sem trabalho e sem emprego é muito alto. É uma geração que não tem experiência da dignidade vinda do trabalho”, afirmou o papa.

Cristina Indio do Brasil
Repórter da Agência Brasil

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