Orla do Lago para todos em 2018

Marcelo Ottoni, da Ocupe o Lago, foi um dos principais pontos de contato do governo com a sociedade civil. Foto: Júlio Pontes

A primeira etapa para democratização da Orla do Lago Paranoá foi concluída na segunda-feira (8) com a desobstrução completa da faixa de terra de 30 metros entre o espelho d’água e os lotes. A próxima etapa do projeto é a ocupação dessa área. Estão abertas até o dia 23 deste mês as inscrições dos projetos para o concurso da Masterplan, que reúne as propostas destinadas à ocupação do espaço.

O julgamento ocorrerá de 17 a 20 de abril, e o resultado será anunciado dia 21, no aniversário de Brasília. Representando os usuários do Lago Paranoá, a Associação Ocupe o Lago esteve presente em audiências públicas sobre o processo de ocupação da orla. Apesar de não ter reunido uma equipe técnica para lançar um projeto, alguns requisitos foram solicitados. Entre eles, a criação de equipamentos públicos, como banheiros.

O governador entregou a orla desobstruída nesta sexta (12). Condecorou servidores que ajudaram no processo com um troféu escrito: Eu deixei a orla livre. Foto: Júlio Pontes

“Um ponto turístico como a orla da Ponte JK não tem um banheiro. Nossa premissa, independentemente do que estabeleça o PDOT, a LUOS ou qualquer outro mecanismo, é que a área ocupada tem que ser dotada de infraestrutura básica para atendimento da população. E a área que não foi ocupada tem que se priorizar a preservação ambiental”, disse o presidente da associação, Marcelo Ottoni.

Resistência – O processo de desobstrução da Orla do Lago Paranoá começou em agosto de 2015, atendendo a uma decisão judicial transitada em julgado em 2012. Através da própria Justiça, moradores conseguiram interromper a operação por diversas vezes, alegando, entre outros motivos, a insegurança causada pela liberação das áreas. A Ocupe o Lago foi um dos grupos mais consultados durante esse processo, que envolvia usuários, moradores e políticos.

“Fomos surpreendidos em uma das nossas reuniões com um grupo de moradores do Lago. Um deles, Mauro, do Lago Norte, mostrou o seu quintal que tem nascente. Ele preservou tudo. Ele tava muito triste, porque estavam destruindo o que ele cuidou. Ainda havia o problema da segurança. Porém, são duas coisas distintas. Uma é desobstruir, que tem que acontecer. Outra é ocupar, que pode ser feito de diferentes formas”, pondera Marcelo Ottoni.

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