Operação da PF apura transações entre Caixa e Panamericano

A Polícia Federal deflagrou na manhã de hoje (19) a Operação Conclave que investiga a aquisição possivelmente fraudulenta de ações do Banco Panamericano pela Caixa Participações S.A. (CAIXAPAR). O inquérito instaurado apura a responsabilidade de gestores da Caixa Econômica Federal (CEF), além de investigar possíveis prejuízos causados a correntistas e clientes.

Desde as primeiras horas da manhã, cerca de 200 policiais estão cumprindo mais de 40  mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Recife e Londrina. Expedidos pela 10ª Vara Federal de Brasília, a decisão determinou a indisponibilidade e bloqueio de valores de contas bancárias, que chegam a R$ 1,5 bilhão.

Durante as investigações, foram identificados alguns núcleos criminosos: o núcleo de agentes públicos, responsáveis diretos pela assinatura dos pareceres, contratos e demais documentos que culminaram com a compra e venda de ações do Banco Panamericano pela CAIXAPAR e com a posterior compra e venda de ações significativas do Banco Panamericano pelo Banco BTG Pactual S/A; o núcleo de consultorias, contratadas para emitir pareceres a legitimar os negócios realizados; e o núcleo de empresários, que, conhecedores das situações de suas empresas e da necessidade de dar aparência de legitimidade aos negócios, contribuíram para os crimes em apuração.

Os investigados responderão, na medida de suas participações, por gestão temerária ou fraudulenta, além de outros crimes que possam vir a ser descobertos. As penas para esses crimes podem chegar a 12 anos de reclusão.

O nome da operação, em razão da forma sigilosa com que foram tratadas as negociações para transação ocorrida entre o Banco Panamericano e a CAIXAPAR, faz alusão ao ritual que ocorre a portas fechadas entre cardeais na Capela Sistina, na cidade do Vaticano, com a intenção de escolher um novo Papa para a Igreja Católica.

 

 

*Com informações da Polícia Federal

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