Obama oficializa nomeação de Janet Yellen

O presidente Barack Obama oficializou hoje (9) a nomeação de Janet Yellen para presidir o Federal Reserve (Fed), o Banco Central dos Estados Unidos, dizendo que é “excepcionalmente qualificada” para o cargo. Janet Yellen é a primeira mulher a dirigir a instituição. Segundo o presidente, a escolha levou em consideração “muitos fatores”, entre os quais a necessidade de “uma política monetária saudável para controlar a inflação e criar empregos”.

Obama apelou ao Senado para ratificar, “o mais breve possível”, a escolha de Yellen, até agora ‘número 2’ do Fed, para chefiar o banco. O presidente disse que este é “um dos trabalhos mais importantes do mundo” e homenageou o atual titular do cargo, Ben Bernanke. “Os trabalhadores e as famílias norte-americanos terão em Janet uma defensora”, disse Obama, acompanhado por Yellen e Bernanke.

“Ela é uma líder e é forte. E não apenas por ser de Brooklyn”, observou o chefe de Estado, indicando que foi ela quem “cedo deu o alarme de que a bolha imobiliária e financeira ia arrebentar”, conduzindo à recessão de 2008-2009.

Por sua vez, Janet Yellen declarou-se “honrada” com a nomeação, considerando que falta ainda “reforçar a retomada” do crescimento econômico. “Os últimos seis anos foram agitados para a economia e difíceis para muitos norte-americanos”, observou a economista, referindo-se ao período desde o início da recessão de 2007-2009. “Se chegarmos todos a acordo para dizer que é necessário fazer mais para reforçar a retomada [do crescimento], teremos feito progressos.”.

A nova dirigente do Fed frisou que o objetivo da instituição “é servir a todo o povo americano”. Em seguida, lembrou que há muitos americanos que ainda não conseguem encontrar emprego e se preocupam com a forma de pagar suas contas e alimentar as famílias. “O Fed pode ajudar, se fizer o seu trabalho eficazmente”, assegurou.

Se o Senado a confirmar no cargo, Janet Yellen, de 67 anos, será a primeira democrata a chefiar o Banco Central norte-americano desde a saída de Paul Volcker, em 1987.

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