O peso nas urnas

Crescimento populacional da cidade é significativo no resultado das eleições

         Com a criação de várias regiões administrativas, a influência de Brasília nas urnas sofreu uma redução, enquanto as cidades satélites ganharam força. Em 1986, ano das primeiras eleições, o Plano Piloto representava mais de 23,9% dos eleitores. Atualmente, são apenas 13,7% dos votos. Ceilândia reúne o maior número de eleitores do DF, com uma proporção de 12,3%, seguida de Brasília e Taguatinga, empatadas em 10,9%.

         O índice de Taguatinga se torna maior quando considerada a participação popular nas eleições. Em 2002, o proporcional representou cerca de 20% dos votos, decisivo na escolha da ex-governadora Maria de Lourdes Abadia, por conta do percentual de vacância e anulações de outras regiões.

         Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esse quadro será cada vez mais acentuado. Em comparação com pesquisa feita em 1980, o índice de crescimento populacional de Brasília caiu de 8% para 2,9% em 2000. Taguatinga se mantém estável, com crescimento inferior a 1%.

         As zonas eleitorais de Taguatinga são as mais procuradas pelo eleitor que busca o recadastramento biométrico no DF. Desde o início da campanha, em fevereiro, a 19ª Zona recadastrou, em dois meses, mais de 5 mil eleitores de Taguatinga Norte e região.

         Segundo a chefe substituta do cartório, Helenice Teixeira, a alta procura resulta da abrangência da zona eleitoral. “Nós atendemos a eleitores de várias regiões, o que justifica a quantidade de biometrias. Dispomos de dez kits biométricos, o que tem ajudado a atender a demanda”, explica.

         O recadastramento biométrico é um processo gratuito e obrigatório para todos os eleitores do Brasil. O prazo para a coleta dos dados biométricos no DF vai até 31 de março de 2014. O eleitor que for se recadastrar deve fazer o agendamento pelo site do TRE-DF ou pelo telefone 3048-4000, de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.

Repórter do jornal Brasília Capital

Nathália Paccelly

Fonte:

Deixe um comentário