O ano de 2017 já foi, com suas tristezas… Que bom!

Não adianta olhar para trás: 2017 já foi, com suas muitas tristezas e poucas alegrias. No resumo das muitas tristezas, o auge ocorreu no fim do ano; e, felizmente, também o cume das poucas alegrias. No primeiro caso, quando foi identificado o câncer no meu intestino; e no segundo, quando após a difícil intervenção para retirar o tumor maligno, agravada pelo fato de eu ser nonagenário e diabético, graças a Deus os exames posteriores confirmaram que não havia o risco de metástase (*).

E o que fazer, já que fiquei com vergonha de comemorar o resultado, em respeito aos amigos que perdi e os que ainda estão enfrentando a traiçoeira doença? A resposta é olhar para a frente, seguindo as palavras de Sidarta Gautama (Buda, o iluminado): “A Lei do tempo mais importante é agora. Não o passado nem o futuro. Agora!”.

Buda nasceu no século VI a.C e deixou cerca de 350 milhões de seguidores em todo o mundo, 200 mil dos quais no Brasil. Por mera coincidência, o cristianismo (a maior religião, com dois bilhões de fiéis) adota a mesma postura de não ter receio do amanhã, conforme afirmou Jesus Cristo:

“Não andeis cuidadosos de vossa vida pelo que haveis de comer ou de beber, nem do vosso corpo pelo que haveis de vestir; não é a vida mais que o alimento, e o corpo mais do que o vestido? Olhai para as aves do céu, que não semeiam, nem ceifam, nem ajuntam em celeiros, e vosso Pai celestial as alimenta. E por que andais ansiosos pelo que ter de vestir? Olhai os lírios dos campos: eles não trabalham nem fiam, contudo vos digo que nem Salomão em toda a sua glória se vestiu igual a um deles. Se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada ao forno, quanto mais a vós, homens de pouca fé? Vosso Pai celestial sabe que necessitais de todas essas coisas. Não andeis, pois, ansiosos pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã trará a si mesmo os seus próprios males!”.

(*) Metástase – É o termo utilizado em oncologia para designar a instalação de um ou mais focos do tumor, distante do local em que ele se originou.

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