Morre diplomata brasileiro que foi refém no Uruguai

12341592_10153791611288000_2862257460871355067_nFaleceu em 02.11.2015 o diplomata brasileiro aposentado Aloysio Mares Dias Gomide. Aloysio nasceu no Rio de Janeiro em 14.04.1929 e iniciou sua carreira diplomática em 1952. Serviu em San José na Costa Rica, em Roma, acompanhou várias delegações na UNESCO, FAO e OEA. Em 1967 foi nomeado Cônsul do Brasil em Montevidéu no Uruguai.

Em julho de 1970, foi sequestrado em sua casa na cidade de Montevidéu pelo Movimento de Libertação Nacional (MLN) ou Tupamaros que exigia em troca a libertação de 150 presos políticos. Essa troca foi negada pelo então presidente Uruguaio.

Maria Aparecida Gomide, esposa do Cônsul, começou uma cruzada nacional para arrecadar dinheiro e negociar um resgate. O governo brasileiro havia se recusado a negociar com os guerrilheiros alegando que não poderia interferir em outros países.

Com a ajuda do apresentador Chacrinha, Aparecida consegue arrecadar 250 mil dólares, mas os Tupamaros agora exigiam o fim do estado de sítio que fora decretado pelo então presidente do Uruguai Jorge Pacheco Areco.

Em 21 de fevereiro de 1971, com o fim da suspensão das garantias individuais, o Cônsul Aloysio Gomide é libertado e, depois de 217 dias sequestrado, volta ao Brasil.

Aloysio deixa a esposa Aparecida, filhos e netos.


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