Leptospirose tem maior alta, com 21 casos registrados e cinco mortes

Os índices são os maiores dos últimos sete anos. Falta de higiene é a principal causa do contágioi1050
 

O Distrito Federal vive a maior contaminação por leptospirose desde 2007. A alta proporcional para os seis primeiros meses do ano foi reconhecida pela Subsecretaria de Vigilância à Saúde (SVS). Até a quarta semana de junho, foram 21 casos confirmados e cinco mortes. Um paciente aguarda resultados de exames para constatar a doença. Entre as cidades líderes de contágio estão Ceilândia e Recanto das Emas (veja quadro). A maior via de transmissão é a urina do rato, mas o contato com água ou alimentos contaminados também é nocivo. Com base em números da Organização Mundial da Saúde (OMS), a Secretaria de Saúde estima que na capital haja 15 milhões de roedores — uma média de cinco por habitante. As áreas com maior infestação do bicho são o Setor Comercial Sul, o perímetro da Rodoviária do Plano Piloto e o centro da Ceilândia.

No DF, 73% dos infectados são homens com idade média de 35 anos. Das contaminações, 65% foram em área urbana, sendo 50% no próprio domicílio. A estatística acende o sinal vermelho para a higiene dos brasilienses. “Não é possível agentes de saúde estarem presentes em todos lugares, por isso a participação da população é essencial. Acondicionar o lixo corretamente, manter quintais limpos, evitar o contato com água de chuva e se proteger ao desempenhar atividades como limpeza de fossas e caixas de esgoto são ações simples, mas que protegem o indivíduo e todo o coletivo”, alerta o diretor de Vigilância de Animais Sinantrópicos e Silvestres da SVS, Ivanildo de Oliveira Correia Santos. A bactéria resiste no meio ambiente por cerca de seis meses e penetra pela pele e pelas mucosas.

A mais recente vítima foi um triatleta morador do Sudoeste. A suspeita de amigos e familiares é de que a contaminação foi no Lago Paranoá. A Secretária de Saúde não descarta a possibilidade, mas, para indicar o local exato do contágio, precisa ter dados claros sobre a rotina do rapaz nos últimos 30 dias. “Estamos com dificuldades de traçar esse histórico. As informações passadas por parentes e amigos são pouco precisas. Isso é importante para o controle e a prevenção da doença”, esclarece a diretora de Agravos de Transmissão Hídrica e Alimentar da SVS, Rosa Maria Mossri. O relatório final da investigação deve ser concluído no fim da semana.

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