Justiça de Deus – Atenuantes e agravantes

As religiões católica e protestante pararam no tempo. Até hoje apresentam um Deus judaico de 3000 anos atrás, humano, sanguinário, cruel, embora Jesus e os apóstolos Pedro e João tenham atualizado o conceito de Deus, mostrando que ele é amor, misericórdia, luz. Mesmo assim, continuam pregando o Deus de Moisés embora se digam cristãs.

A razão da miséria na terra é o próprio homem, com seu egoísmo, orgulho e espírito de separação. Deus é apenas a luz que provoca nos homens sentimentos elevados em quem sintoniza com ele pelo amor ao próximo. André Luis, no livro Missionários da Luz, mostra com maestria, como funciona a Lei de Deus:

“A existência humana não é um ato acidental e, no plano da ordem divina, a justiça exerce o seu ministério, todos os dias, obedecendo ao alto desígnio que manda ministrar os dons da vida ‘a cada um de acordo com suas obras’, e a dor vai derrubando as pesadas muralhas da indiferença, do egoísmo cristalizado e do amor próprio excessivo.

“Ninguém trai a vontade de Deus sem graves tarefas de reparação, e todos que tentam enganar a natureza acabam por enganar a si mesmos. A vida é uma sinfonia perfeita. Quando procuramos desafiná-la, somos compelidos a estacionar em pesado serviço de recomposição da harmonia quebrada. A justiça se cumpre sempre, mas, logo que se disponha a pessoa à precisa transformação no Senhor, atenua-se o rigorismo do processo redentor. ‘O amor cobre a multidão de pecados’.

“Não há privilegiados na criação. Existem, sim, os trabalhadores fieis compensados com justiça seja onde for. Na Lei de Deus a justiça está cheia de misericórdia. Deus colocou os superiores e os inferiores para o trabalho de evolução, por meio da colaboração e do amor. Devemos acordar a própria consciência para a responsabilidade coletiva.

“A missão do superior é de amparar o inferior e educá-lo. A bondade divina é infinita e, em todos os lugares, há sempre generosas manifestações da Providência paternal de Deus, confortando os tristes, acalmando os desesperados, socorrendo os ignorantes e abençoando os infelizes”.

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