JK, 111 anos depois

Com base no calendário, é oportuno lembrar que Juscelino Kubitscheck comemoraria mais um aniversário na última quinta-feira, 12 de setembro, 111 anos depois de ter nascido numa cidade-presépio mineira chamada Diamantina. Órfão de pai aos três anos, ele viveu até a adolescência sob a guarda de sua mãe, a bem-amada Profª Júlia, de quem recebeu educação, herança do sobrenome e firmeza de caráter. Aos 17 anos, prestou concurso público para telegrafista, indo morar em BH. Daí em diante, sua trajetória de vida foi sempre ascendente, através de estudos e força de vontade.

Aos 25 anos, concluiu o Curso de Medicina. Demonstrando habilidade no manejo do bisturi, especializou-se em Cirurgia em hospitais de Paris e Berlim. Em seu retorno ao Brasil, o respeitável doutor Kubitscheck foi nomeado capitão-médico da tradicional Polícia Militar mineira, passando a dirigir um hospital em Passa Quatro, onde se distinguiu como cirurgião na Revolução de 1932. Quando tudo levava a crer que seguiria brilhante carreira como médico, eis que tudo mudou ao ingressar na política, em 1933, pelas mãos de Benedito Valadares, seu amigo e interventor federal em MG.

No mesmo ano, seria eleito para a Câmara Federal, perdendo o mandato em 1937 com o Estado Novo getulista. Mas nem isso pararia a sequência de sucessos na nova opção profissional: prefeito de BH, 1940-45; Deputado Constituinte, 1946; governador eleito de MG, 1950-54. Em todos esses postos marcou presença por sua eficiência; no Executivo Municipal e Estadual, construiu obras públicas relevantes. Finalmente, a grande façanha: elegeu-se Presidente da República, em 1955, com 36 % de preferência, mesmo enfrentando fortes candidatos como Juarez Távora e Adhemar de Barros. Formalizou então o seu Plano de Metas de 31 objetivos prioritários, entre os quais a mudança da Capital brasileira do litoral para o Planalto Central.

Cumprindo sempre o que prometia, construiu e inaugurou Brasília, sua monumental obra, em 21 de abril de 1960. Cassado pela Ditadura Militar em 1964 e difamado como corrupto por seus cruéis opositores, Juscelino morreu pobre em 27 de agosto de 1976, aos 74 anos, vitimado por suspeito acidente rodoviário.

PS – Brasília foi batizada pelo escritor francês André Malraux como a Capital da Esperança. Aliás, não só do Brasil, mas deste planetinha infernal.

 

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