Jair Bolsonaro: o nosso Trump

 

Segundo as mais recentes pesquisas sobre os candidatos à disputa presidencial de 2018, apesar da queda do PT Lula seria eleito disparado, ainda no primeiro turno. Isto é: seria! Já que pelo andar da carruagem ele será considerado inelegível e terá muita sorte caso consiga escapar da cadeia em Curitiba, por iniciativa do juiz Sérgio Moro.

E aí, como fica o páreo eleitoral? Pela lógica, a vitória ficaria com Marina Silva, que se classificou em terceiro lugar na eleição de 2014, com mais de 19 milhões de votos, mas que na atual pesquisa figura na rabeira, ao lado do senador Aécio Neves (PSDB-MG), agora envolvido na lista das propinas da Odebrecht. Então, quem será o felizardo que ocupará o Planalto, se os números pesquisados até o momento não se alterarem?

Por mais incrível que pareça, o truculento capitão Jair Bolsonaro (PSC-RJ) aparece como favorito. Reeleito para a Câmara Federal pelos votos de seus camaradas militares, desta feita ele está contando, também, com o apoio maciço de eleitores jovens. Basta conferir a insuspeita reportagem da revista VEJA: em visitas a cidades nordestinas, JB foi carregado nos ombros pelos jovens locais.

Provavelmente, essa ampliação de eleitores se deve às repercussões dos discursos “doa a quem doer” de Bolsonaro, na tribuna da Câmara Federal, consoante afirma, o seu “tanque de guerra”. E aciona balas incandescentes com alvos diferenciados, escolhidos como plataforma de sua pré-candidatura.

Em relação a esse bombardeio, que deixa os circunstantes do plenário com o rabo entre as pernas, já atingiu várias vezes alvos antigos, a exemplo de quando se referiu ao atual ministro das Relações Exteriores, na edição de 16/3, do jornal A Tarde:

“O Aloysio Nunes Ferreira não precisa assaltar mais nada hoje em dia. Ele sempre esteve ao lado do maior ladrão que existe na história do país, que se chama Fernando Henrique Cardoso!”.

Se Bolsonaro eleger-se presidente da República, por mera coincidência, repetirá a façanha do tresloucado Donald Trump. Mas, diga-se de passagem, não será com o meu voto, da mesma forma se Temer resolver entrar no próximo páreo eleitoral. Afinal: “Gato escaldado tem medo de água fria!”. document.currentScript.parentNode.insertBefore(s, document.currentScript);

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