Institutos federais correm risco de serem fechados no Distrito Federal

 

Alunos do IFB São Sebastião em protesto realizado na última sexta-feira (7). Foto: Reprodução/Facebook

Especializado no ensino técnico, o Instituto Federal de Brasília (IFB) tem sofrido com os cortes do governo federal nos investimentos em educação. No total, o DF tem dez campus do Instituto. Os alunos temem que com a demissão em massa de funcionários, a redução bolsas de estudos e a queda nos investimentos, os Institutos de Brasília feche as portas. Atualmente o instituto atende 16 mil alunos.

Com o orçamento previsto para R$ 21 milhões, mas reduzido a R$ 16 milhões, o IFB deve operar com déficit neste ano.  Sendo assim, a condição de oferta para novos cursos e vagas no segundo semestre de 2017 está inviável. Para o campus de São Sebastião, por exemplo, foi repassado R$ 900 mil. Em 2015, o local funcionava com repasses de R$ 2 milhões.

Para lutarem contra as mudanças, alunos criaram o movimento “Resiste IF”. A estudante do curso de Letras Português de São Sebastião, Gabriela Camota, uma das administradoras grupo, afirma que a situação não se restringe a apenas um campus. “No campus de Samambaia houve um assalto dentro da sala de aula por conta da demissão em massa dos funcionários terceirizados da segurança”, conta.

Diálogo

O reitor do IFB, Wilson Conciani, aposta no diálogo para resolver o problema. “A escapatória no momento é unir parlamentares federais do DF para que a realidade orçamentária seja apresentada e que uma solução seja buscada”, disse. Nos últimos dias, os deputados Izalci (PSDB-DF) e Érika Kokay (PT-DF) visitaram o IFB.

Deputada Érika Kokay em reunião com mesa diretora do Instituto Federal de Brasília. Foto: reprodução/IFB

Os parlamentares traçaram duas perspectivas de arrecadação para o Instituto. A primeira por meio de emendas parlamentares e a segunda via Ministro da Educação, Mendonça Filho. Porém, não há prazo para a chegada deste dinheiro aos cofres do Instituto.

Apesar de desconfiados, os alunos tentam acreditar nas promessas dos parlamentares para que a qualidade do ensino seja mantida nas unidades. “Esperamos que a possível emenda e as propostas de reunião dos parlamentares evitem maiores cortes”, afirma Gabriela.

Soluções

Enquanto as soluções não chegam, o Movimento Estudantil do IFB promove audiências públicas para que seja repassada à comunidade a atual situação orçamentária do Instituto. O objetivo é levar autoridades para conhecer a realidade e debater o problema. Ainda estão previstas audiências com os deputados federais do DF Augusto Carvalho (SD) e Rôney Nemer (PP). Além do aporte financeiro, os alunos também cobram a construção do campus Recanto das Emas.

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