Inesquecível

Renato Russo jamais será esquecido, mas também nunca foi tão lembrado. Renato, onde estiver, tem visto uma série de homenagens à sua vida e obra. Dois longas metragens (Filhos da Revolução e Faroeste Caboclo) e, ainda, um show para 45 mil pessoas no novo Mané Garrincha, no último dia 29 e com a presença de um holograma o representando na interpretação da música “Há tempos”.

Não foi tão catastrófico quanto sua última apresentação em Brasília em junho de 1988, mas o show Renato Russo Sinfônico também não agradou a todos. “Tudo parecia muito desorganizado. Havia intervalos de sete minutos entre uma música e outra. Zélia Duncan, por exemplo, voltou para cantar uma música dela porque já estavam vaiando e não aparecia outra pessoa para cantar”, comenta Scarlett Ouyama.

Quem organizou o evento foi Giulliano Manfredini, filho do cantor. Via assessoria, Manfredini reconheceu que houve falta de preparo adequado de funcionários para orientar o público. Lara Gonçalves conta que ouvia mal o que se passava pelo palco e pouco viu do tão esperado holograma.

Já Para o técnico em informática, Ulisses de Paula, o show foi ótimo ” Tenho certeza que os fãs da Legião Urbana gostaram muito do show, afinal não fomos lá para ver a Ivete Sangalo e sim para rememorar os sucessos da banda. Os verdadeiros fãs ficaram satisfeitos, embora tenham ocorrido algumas falhas técnicas”, afirma.

Custo

O GDF fechou uma parceria com a organização do show Renato Russo Sinfônico e ofereceu o estádio como parte dos eventos de inauguração do Mané Garrincha. O show serviu para testar a infraestrutura do local na realização de eventos culturais e o potencial de impacto econômico dos espetáculos, a exemplo do que ocorreu com as partidas de futebol.

Segundo a Secretaria de Cultura, o patrocínio do governo ao evento se deu em forma de parceria. R$ 900 mil foram cedidos em troca de 10 mil ingressos para crianças carentes. O custo total foi de R$ 6,2 milhões, sendo que R$ 4,5 milhões foram captados via Lei Rouanet (com isenção fiscal).

O decreto Nº 34.491, publicado na semana passada, diz que 13% da renda bruta dos cinco primeiras partidas de futebol no Mané Garrincha serão destinados ao Tesouro local. A partir do sexto jogo, os organizadores deverão destinar 15% dos ganhos, além de custear as despesas com energia elétrica. A regra já vale para o jogo entre Flamengo e Coritiba, em 6 de julho.

Quanto aos eventos culturais, as regras ainda serão definidas. O primeiro evento foi o show Renato Russo Sinfônico, no sábado (29). Segundo a Secretaria da Copa “é necessário estudar o impacto desses eventos para definir os critérios de utilização”.

Próximos

Os próximos eventos confirmados são: Flamengo x Coritiba, em 6 de julho; Beyoncé, em 17 de setembro; Aerosmith, em outubro. O GDF negocia também a realização de outros jogos do Campeonato Brasileiro, ainda este ano.

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