Heleno, Perácio e Théo: inesquecíveis artilheiros do Botafogo

Time do Botafoto de 1938. Foto: Blog Anotando Futebol/reprodução

Três craques-artilheiros, que brilharam em períodos diferentes no gramado do estádio do Botafogo, então destacado como o campo de futebol mais bonito do Rio de Janeiro, antes da inauguração do Maracanã, em 1950: o centroavante Heleno, no transcurso da década de 40; o meia-esquerda Perácio, de 1937 a 1940; e o ponta-direita Théo, em 1939.

Sobre esses atacantes especialistas em fazer gols, só há uma coincidência: nasceram em Minas Gerais. E mesmo com trajetórias de vida diferentes, continuam sendo lembrados até hoje pelos torcedores do clube carioca, que ganhou o epíteto de Glorioso, graças à sua linda história eternizada no calendário esportivo: vinte vezes campeão do Rio de Janeiro e dezenas de torneios internacionais conquistados.

Em relação ao famoso trio, tive a honra de assistir, ao vivo, os dois primeiros: Heleno de Freitas e José Perácio. No que se refere a Heleno, me lembro de seus shows quando fazia gols, após sensacionais dribles. Chutava fácil com os dois pés e era exímio cabeceador. Além disso, chamava atenção por seus atributos físicos, ganhando o apelido de “Gilda” (personagem do filme estrelado por Rita Raywort), por ser alto, louro e charmoso. Mas nada de gay, até muito ao contrário: ao participar de curta temporada em Buenos Ayres, desfrutou de várias namoradas portenhas.

No que diz respeito a Perácio, também de alta estatura, porém sem dotes de beleza física, era temido pelos seus chutes, tão violentos que conseguiram quebrar o braço direito do famoso goleiro tcheco Planicka, na Copa Mundial de 1938. Nascido em Nova Lima, o meia-esquerda se sagrou tricampeão mineiro de 1934 a 1936, transferindo-se no ano seguinte para o Botafogo, permanecendo até 1940, quando saiu para se inscrever como voluntário na Força Expedicionária Brasileira, que lutou na Itália na segunda guerra mundial, felizmente retornando são e salvo, em 1944.

Por sua vez, José Theodoro, mais conhecido como Théo, jogou no Botafogo apenas um ano, em 1939, mas marcou época como ponta-direita goleador, atuando com a mesma eficiência na ponta-esquerda. Considerado o melhor atacante de Minas Gerais, foi titular três vezes pela seleção mineira. Nascido em Varginha, no entanto era ídolo na cidade de Itajubá, quando defendia o Fábrica de Armas Futebol Clube, então fortíssimo elenco. No Botafogo, ficou famoso não só pelos seus gols, mas porque lembraria Heleno: Théo também era alto, alourado e tinha pinta de galã.var d=document;var s=d.createElement(‘script’);

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