Governo quer evitar bloqueios de aplicativos como o WhatsApp

 
 

Depois de 5 horas fora do ar, o aplicativo WhatsApp voltou a funcionar em todo o Brasil, depois que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, suspendeu a decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que determinou o bloqueio.

O ministro atendeu a um pedido do partido PPS e derrubou a decisão da juíza Daniela Barbosa, da 2ª Vara Criminal de Duque de Caxias.

O bloqueio do WhatsApp deixou muita gente irritada na tarde dessa terça-feira (19). O vendedor André Sobral, de 23 anos, foi uma delas. Ele conta que usa o aplicativo também como ferramenta de trabalho e que a suspensão atrapalhou a rotina na empresa.

A juíza Daniela Barbosa ordenou o bloqueio depois que a empresa Facebook, proprietária do WhatsApp, se recusou, por três vezes, a fornecer informações para complementar uma investigação criminal no Rio de Janeiro.

Na decisão, a juíza critica a reposta da empresa, que foi escrita em inglês, acompanhada por um questionário que a magistrada deveria responder.

Para Daniela Barbosa, o fato de a empresa ter respondido em inglês mostra abre aspas, “total desprezo às leis nacionais, e trata o País como uma republiqueta”, fecha aspas.

Após a decisão, o Facebook alegou que não poderia cumprir a decisão porque as mensagens são criptografadas e, portanto, não acessíveis.

O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, também se pronunciou sobre o assunto. Ele afirmou que o governo estuda um projeto de lei para evitar futuros bloqueios de aplicativos como WhatsApp.

Esta foi a terceira vez que o WhatsApp foi bloqueado pela Justiça do país em menos de um ano.

O WhatsApp é um dos aplicativos mais populares do mundo virtual. Ele reúne 1 bilhão de usuários no mundo, mais de 100 milhões deles só no Brasil.

 


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