GDF e Movimento Passe Livre vão discutir tarifa zero

O governo do Distrito Federal (GDF) se reuniu na tarde de hoje (19) com representantes do Movimento Passe Livre (MPL) para debater a implantação de transporte 24 horas e a possibilidade de instituir a tarifa zero no DF. “O governo aceitou discutir essa possibilidade, e foi aberto o diálogo. O governo acha complexo [adotar a tarifa zero], pois o custo é alto. Mas vai discutir”, disse à Agência Brasil o secretário adjunto de Comunicação Social do Distrito Federal (DF), Rudolfo Lago.

Lago lembrou que o DF já disponibiliza o passe livre para estudantes que moram na zona rural, crianças até 5 anos de idade e pessoas com mais de 65 anos. Segundo ele, o governo fez, no início da administração, um levantamento sobre os custos para a efetivação da tarifa zero e chegou ao valor de R$ 134 milhões por mês para a implantação do serviço.

Na próxima segunda-feira (24), haverá outra reunião para discutir a proposta. De acordo com o secretário adjunto, os integrantes do MPL apresentaram uma proposta baseada na criação de um fundo para custear o transporte. A perspectiva é que sejam feitos debates para discutir as possíveis fontes de recursos.

No fim da tarde, manifestantes iniciaram um protesto na rodoviária de Brasília pedindo tarifa zero para o transporte coletivo.

Desde o início do mês, manifestações pedindo a redução no preço dos transportes mobilizam milhares de pessoas em todo o país. Após as manifestações, os prefeitos das cidades de São Paulo, do Rio de Janeiro e Osasco, na grande São Paulo, anunciaram a redução no valor das tarifas.

Também anunciaram redução nos preços das passagens as cidades de João Pessoa (PB), do Recife (PE), de Cuiabá (MT), Porto Alegre (RS) Pelotas (RS), Montes Claros (MG) e Foz do Iguaçu (PR). As reduções vão de R$ 0,05 a R$ 0,15 no valor das tarifas.

As mobilizações também fizeram com que o Congresso Nacional estude aprovar a desoneração total de impostos para o transporte público. A iniciativa deve ser submetida à votação nos próximos dias.

Luciano Nascimento
Repórter da Agência Brasil

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